A primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciado na quarta-feira (15), prevê uma pausa nas hostilidades e a libertação de reféns israelenses em Gaza, além de prisioneiros palestinos em Israel. O acordo, mediado por Catar, Estados Unidos e Egito, entrará em vigor no domingo (19) e terá duração de 42 dias. […]
A primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciado na quarta-feira (15), prevê uma pausa nas hostilidades e a libertação de reféns israelenses em Gaza, além de prisioneiros palestinos em Israel. O acordo, mediado por Catar, Estados Unidos e Egito, entrará em vigor no domingo (19) e terá duração de 42 dias. Durante essa fase, o Hamas se compromete a libertar 33 reféns, incluindo mulheres, crianças e idosos, enquanto Israel liberará centenas de prisioneiros palestinos, com a troca ocorrendo em etapas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião do gabinete de segurança para aprovar o acordo, que já recebeu sinal verde de sua equipe de negociação. No entanto, a aprovação final ainda depende do gabinete completo, que se reunirá para votar o acordo. A expectativa é que a libertação dos reféns comece imediatamente após a implementação do cessar-fogo, com três reféns a serem soltos no primeiro dia.
O acordo também prevê a retirada gradual das tropas israelenses de áreas urbanas em Gaza e a entrada de ajuda humanitária, com a promessa de que 600 caminhões de suprimentos diários possam entrar no enclave. Apesar do otimismo, há preocupações sobre a continuidade do cessar-fogo, já que Netanyahu e membros de sua coalizão expressaram descontentamento com alguns termos do acordo, acusando o Hamas de tentar renegociar condições.
As reações em Israel foram mistas, com protestos de grupos que se opõem ao acordo, argumentando que ele compromete a segurança nacional ao liberar prisioneiros palestinos. Por outro lado, muitos familiares de reféns expressaram esperança com a possibilidade de reencontrar seus entes queridos. O cenário permanece tenso, com a possibilidade de novos ataques aéreos israelenses em Gaza, mesmo após o anúncio do cessar-fogo.
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