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Mohammad Rasoulof: o cineasta iraniano que escolheu o exílio diante da opressão

- Mohammad Rasoulof, cineasta iraniano, foi condenado a oito anos de prisão. - Ele optou pelo exílio e chegou à Alemanha em maio de 2024. - Seu filme "La semilla de la higuera sagrada" foi bem recebido em festivais. - A obra representa a Alemanha nos Oscars e aborda a luta feminina no Irã. - Rasoulof critica a repressão do regime e planeja voltar ao Irã quando possível.

Mohammad Rasoulof, cineasta iraniano de 52 anos, enfrentou uma decisão crítica em sua vida: exílio ou prisão. Ele foi condenado a oito anos de prisão, além de latigazos e confisco de bens, por sua oposição ao regime dos ayatolas. Após um longo histórico de confrontos com o governo, Rasoulof decidiu deixar o Irã, despedindo-se de […]

Mohammad Rasoulof, cineasta iraniano de 52 anos, enfrentou uma decisão crítica em sua vida: exílio ou prisão. Ele foi condenado a oito anos de prisão, além de latigazos e confisco de bens, por sua oposição ao regime dos ayatolas. Após um longo histórico de confrontos com o governo, Rasoulof decidiu deixar o Irã, despedindo-se de sua família e de suas plantas, e contatou uma rede que ajuda perseguidos a escapar do país. Ele chegou à Alemanha em 10 de maio, onde sua filha, a atriz Baran Rasoulof, reside.

O filme “La semilla de la higuera sagrada”, que aborda a luta por liberdade no Irã, foi apresentado em vários festivais internacionais, incluindo Cannes, onde recebeu uma menção especial do júri. Rasoulof, que já havia sido preso anteriormente por suas obras, destaca a importância da lealdade de seu montador, Andrew Bird, que o ajudou a manter a segurança durante a produção. O cineasta observa que, apesar das dificuldades, as mulheres têm sido as principais protagonistas na luta por direitos humanos no Irã, inspirando mudanças significativas.

Durante sua prisão, Rasoulof teve experiências reveladoras, como descobrir que os guardas assistiam a suas obras em cópias piratas. Seu novo filme retrata a vida de uma família em meio a protestos, questionando a opressão do regime. Ele enfatiza que os sistemas autoritários se sustentam não apenas pelos líderes, mas também pelos intermediários que perpetuam a repressão. Rasoulof acredita que a luta por direitos humanos no Irã está nas mãos das mulheres, que continuam a desafiar o regime.

Agora em exílio, Rasoulof reflete sobre sua nova realidade. Ele nunca havia considerado deixar seu país, mas a condenação o forçou a agir. O cineasta expressa sua determinação em continuar criando fora do Irã e afirma que, apesar das dificuldades, planeja retornar um dia. Ele observa que a recente rebelião das mulheres inspirou muitos artistas a se posicionarem contra a opressão, criando um ambiente de solidariedade e resistência.

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