O governo brasileiro anunciou, nesta sexta-feira, a entrada formal da Nigéria como parceira do Brics. O país africano se junta a Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, que foram aprovados nessa categoria em outubro de 2024, durante a cúpula de líderes em Kazan, na Rússia. Como parceiros, esses países participam de eventos […]
O governo brasileiro anunciou, nesta sexta-feira, a entrada formal da Nigéria como parceira do Brics. O país africano se junta a Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, que foram aprovados nessa categoria em outubro de 2024, durante a cúpula de líderes em Kazan, na Rússia. Como parceiros, esses países participam de eventos e discussões, mas não têm direito a voto.
A Venezuela tentou se juntar ao grupo, mas foi barrada pelo Brasil, que não reconhece a eleição de Nicolás Maduro, realizada em meados de 2024, devido à falta de provas de sua reeleição. Maduro esteve em Kazan, mas retornou a Caracas sem sucesso. A Nigéria, com a sexta maior população do mundo e a primeira da África, é uma das maiores economias do continente.
De acordo com o Itamaraty, a Nigéria tem um papel ativo no fortalecimento da cooperação do Sul Global e na reforma da governança global, temas prioritários para a presidência brasileira. Até 2023, o Brics era composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e em uma cúpula em Joanesburgo, foram aprovados novos membros, como Egito, Irã e Arábia Saudita.
Neste ano, o Brics é presidido pelo Brasil, que sediará uma reunião de líderes do bloco em julho, no Rio de Janeiro. A inclusão da Nigéria reforça a estratégia do Brasil em ampliar a cooperação internacional e fortalecer laços com países em desenvolvimento.
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