Na madrugada de 19 de janeiro, Culiacán, Sinaloa, foi palco de um ataque violento que resultou na morte de Antonio de Jesús, de 41 anos, e deixou gravemente feridos seus filhos, Gael e Alexander Sarmiento Ruiz, de 12 e 9 anos, respectivamente. O incidente ocorreu quando um grupo armado tentou roubar o veículo da família, […]
Na madrugada de 19 de janeiro, Culiacán, Sinaloa, foi palco de um ataque violento que resultou na morte de Antonio de Jesús, de 41 anos, e deixou gravemente feridos seus filhos, Gael e Alexander Sarmiento Ruiz, de 12 e 9 anos, respectivamente. O incidente ocorreu quando um grupo armado tentou roubar o veículo da família, levando a uma série de disparos que culminaram na tragédia. A sociedade civil se mobilizou em protesto, clamando por justiça e segurança, com a frase “Com os crianças não” ecoando nas ruas.
O diretor da escola onde os meninos estudavam, Víctor Manuel Aispuro, organizou uma marcha pacífica em direção ao Palácio de Governo, onde milhares de cidadãos se reuniram, vestidos de branco, em apoio à mãe das crianças. Aispuro expressou a indignação da população, afirmando: “Queremos que isso já se acabe”, em referência à crescente onda de violência que assola o estado, exacerbada pela recente entrega de El Mayo Zambada às autoridades dos Estados Unidos.
Após o ataque, a versão das autoridades locais sugere que o incidente pode ter sido uma “equivocação”, com o secretário de Segurança Pública, Omar Rentería, afirmando que o ataque não foi direcionado. Em resposta, o governo estadual iniciou um operativo para retirar os vidros polarizados dos veículos, que dificultam a identificação de ocupantes por parte da polícia, facilitando a ação de criminosos.
A situação se agravou quando a mãe dos meninos, ao tentar levar os filhos feridos ao hospital, enfrentou a negativa de atendimento devido à falta de recursos. O secretário de Saúde, Cuitláhuac González, explicou que o hospital não estava preparado para lidar com emergências dessa gravidade. Enquanto isso, Gael e Alexander não resistiram aos ferimentos, aumentando a dor e a indignação da comunidade, que clama por mudanças e segurança em meio à crescente violência.
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