A Rússia criticou, nesta sexta-feira, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar um novo sistema de defesa antimísseis, comparado ao “Domo de Ferro” de Israel. O Kremlin acusou Washington de tentar desestabilizar o equilíbrio nuclear global e de promover uma “militarização do espaço”. A ordem executiva assinada por Trump na segunda-feira […]
A Rússia criticou, nesta sexta-feira, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar um novo sistema de defesa antimísseis, comparado ao “Domo de Ferro” de Israel. O Kremlin acusou Washington de tentar desestabilizar o equilíbrio nuclear global e de promover uma “militarização do espaço”. A ordem executiva assinada por Trump na segunda-feira estabelece a criação de um “Domo de Ferro Americano”, um sistema avançado para proteger contra ameaças aéreas, como mísseis balísticos e hipersônicos.
A Casa Branca justificou a medida como uma atualização necessária para enfrentar a “ameaça catastrófica” representada por adversários que desenvolveram novos sistemas de ataque. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o plano visa comprometer a capacidade de dissuasão nuclear da Rússia e da China, além de prejudicar as negociações sobre controle de armas nucleares, que ambos os líderes já demonstraram interesse em discutir.
Zakharova destacou que o plano de Trump implica um aumento significativo no arsenal nuclear americano e no desenvolvimento de sistemas de interceptação no espaço. “Consideramos isso como outra confirmação do foco dos Estados Unidos em transformar o espaço em uma arena de confronto armado”, declarou a porta-voz. Ela também enfatizou que a decisão não ajudará a reduzir as tensões entre os países.
Enquanto isso, a Casa Branca defendeu que o novo sistema de defesa aérea busca garantir “a paz através da força” e prevenir “ataques à pátria”. Apesar do interesse de Trump e Putin em um encontro para discutir questões como a guerra na Ucrânia, Moscou afirmou não ter recebido qualquer sinal de Washington sobre a possível reunião.
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