O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, denunciou as operações israelenses na Cisjordânia como uma “limpeza étnica”, após o Ministério da Saúde local informar que 70 pessoas foram mortas na região desde o início do ano. Abbas pediu uma reunião emergencial no Conselho de Segurança da ONU para interromper a “agressão israelense” e a destruição […]
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, denunciou as operações israelenses na Cisjordânia como uma “limpeza étnica”, após o Ministério da Saúde local informar que 70 pessoas foram mortas na região desde o início do ano. Abbas pediu uma reunião emergencial no Conselho de Segurança da ONU para interromper a “agressão israelense” e a destruição de bairros residenciais. O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeineh, reforçou que as ações do Exército de Israel visam expulsar civis de suas casas.
O Gabinete de Abbas afirmou que Israel tem forçado civis a deixar suas residências em Tammun e no campo de refugiados de al-Faraa, promovendo uma “destruição sistemática” da infraestrutura local. A nota destaca que os ataques resultaram em dezenas de mortes, ferimentos em centenas e prisões de milhares, além de incêndios em propriedades civis. Abbas pediu à administração americana que intervenha antes que seja tarde demais, afirmando que o povo palestino não aceitará planos de expulsão ou criação de um Estado alternativo.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está em Washington para discutir a “vitória sobre o Hamas” e iniciar negociações sobre a segunda fase do cessar-fogo. O Hamas declarou estar pronto para negociar os detalhes da trégua, que deve incluir a libertação de reféns e discussões sobre um possível fim permanente da guerra, que começou após os ataques do grupo em 7 de outubro de 2023.
O Ministério da Saúde palestino informou que, desde janeiro, 70 palestinos foram mortos, incluindo crianças e idosos. O Exército israelense, por sua vez, afirmou ter matado “mais de 50 terroristas” e prendido mais de 100 suspeitos. As operações em Jenin e Tubas foram intensificadas, com a destruição de prédios considerados como infraestrutura terrorista. As Nações Unidas expressaram preocupação com o uso de força letal, enquanto a UNRWA relatou que quase todos os moradores do campo de Jenin foram deslocados.
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