Desde que Donald Trump assumiu seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) intensificou operações em vários estados para cumprir a promessa de deportar imigrantes ilegais. A agência, criada em 2003 como parte do Departamento de Segurança Interna (DSH), justifica suas ações como uma questão de segurança nacional, […]
Desde que Donald Trump assumiu seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) intensificou operações em vários estados para cumprir a promessa de deportar imigrantes ilegais. A agência, criada em 2003 como parte do Departamento de Segurança Interna (DSH), justifica suas ações como uma questão de segurança nacional, monitorando tanto entradas quanto atividades ilegais de estrangeiros.
As operações do ICE são alimentadas por denúncias anônimas e colaborações com outras agências, como o FBI. A organização NILC (Centro Nacional de Legislação de Imigração) destaca que o ICE utiliza uma rede de informações, incluindo fichas policiais e registros do DMV (Departamento de Veículos Motorizados), para identificar imigrantes ilegais. Além disso, o uso de “iscas” — táticas que envolvem enganar indivíduos para entrar em residências sem mandado — é uma prática controversa desde 2005.
Agentes do ICE também empregam tecnologia para verificar dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial, permitindo a detenção imediata de imigrantes com histórico criminal. Organizações de direitos civis alertam sobre o risco de discriminação racial nas abordagens, enquanto a colaboração entre agências, como oficiais de condicional, pode levar a prisões em massa. Cidades como Nova York, Chicago e Filadélfia já estão sob operações do ICE, que agora pode realizar prisões em locais considerados “santuários”, como igrejas e escolas.
Recentemente, um promotor no Mississippi apoiou um projeto de lei que oferece recompensas a cidadãos por informações sobre imigrantes ilegais. O ICE, por sua vez, ainda não pode entrar em propriedades privadas sem autorização judicial, mas pode realizar buscas em transportes públicos dentro de um raio de 100 milhas da fronteira. As operações do ICE continuam a gerar controvérsias e resistência de líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.
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