A recente controvérsia envolvendo várias ONGs, especialmente as ambientais, no Parlamento Europeu, gerou preocupações entre eurodeputados. Conservadores acusam essas organizações de receberem fundos da Comissão Europeia para fazer “lobby” em favor de políticas ambientais, levantando questões sobre a transparência e a legalidade de suas atividades. A campanha, originada na comissão de controle de orçamentos, foi […]
A recente controvérsia envolvendo várias ONGs, especialmente as ambientais, no Parlamento Europeu, gerou preocupações entre eurodeputados. Conservadores acusam essas organizações de receberem fundos da Comissão Europeia para fazer “lobby” em favor de políticas ambientais, levantando questões sobre a transparência e a legalidade de suas atividades. A campanha, originada na comissão de controle de orçamentos, foi parcialmente neutralizada por eurodeputados de centro e esquerda, que conseguiram ampliar a investigação para outros grupos de interesse, além das ONGs.
Analistas e legisladores concordam que o dano reputacional às organizações civis já está feito, criando uma sombra de dúvida sobre sua atuação. Essa situação ocorre em um momento crítico, quando a direita e a extrema direita tentam desmantelar o Pacto Verde Europeu, uma estratégia da UE para alcançar a neutralidade climática até 2050. Jordan Bardella, líder do grupo parlamentar ultra Patriots for Europe, expressou a necessidade de suspender o Pacto Verde, buscando alianças com outros partidos conservadores.
Os eurodeputados conservadores, como Monika Hohlmeier, questionaram abertamente a atuação das ONGs, insinuando manipulação legislativa. No entanto, legisladores que analisaram os contratos contestados afirmam que não há evidências de irregularidades. O jornal Politico também confirmou que a Comissão não dá instruções diretas para lobby. Apesar disso, os conservadores insistem na continuidade da investigação, alegando que a financiamento público das ONGs compromete a separação de poderes.
A Comissão Europeia destina recursos ao fundo LIFE, com 5.400 milhões de euros disponíveis para ações ambientais entre 2021 e 2027. Contudo, as “subvencões de funcionamento” para ONGs são limitadas a 15,6 milhões de euros, representando apenas 0,006% do orçamento da UE. Em contraste, as grandes empresas gastaram quase 200 milhões de euros em lobby em 2024, um aumento significativo em relação a anos anteriores. A UE busca garantir que a voz da sociedade civil seja ouvida nas decisões políticas, mas a atual dinâmica levanta preocupações sobre a representatividade e a influência das ONGs nas políticas ambientais.
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