O professor Evandro de Carvalho, doutor em Direito Internacional da FGV, destacou uma crise de legitimidade e eficácia nas organizações internacionais, especialmente na ONU, durante sua participação no UOL News. Ele afirmou que as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, como a retirada do país do Conselho de Direitos Humanos e o corte de […]
O professor Evandro de Carvalho, doutor em Direito Internacional da FGV, destacou uma crise de legitimidade e eficácia nas organizações internacionais, especialmente na ONU, durante sua participação no UOL News. Ele afirmou que as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, como a retirada do país do Conselho de Direitos Humanos e o corte de recursos para a UNRWA, evidenciam um desinteresse em manter a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. Carvalho enfatizou que Trump parece querer desestabilizar essa ordem, adotando uma postura diplomática agressiva.
A ascensão da China é vista como um fator que contribui para o comportamento descontrolado dos EUA sob a administração Trump. O professor argumentou que os Estados Unidos estão nervosos com a possibilidade de perder sua posição como potência econômica global, o que tem gerado uma série de ações táticas para reduzir a influência chinesa, especialmente na América Latina. Carvalho observou que a falta de uma estratégia clara na política externa de Trump é preocupante.
Em relação às tarifas de aço anunciadas por Trump, que podem afetar até US$ 6 bilhões em exportações brasileiras, Arno Gleisner, diretor da Cisbra, afirmou que o governo Lula não precisa reagir imediatamente. Ele explicou que a taxação foi imposta a todos os fornecedores de aço e que não há uma repercussão grave esperada no curto prazo. O governo brasileiro está considerando retaliar com a taxação de plataformas digitais norte-americanas, o que poderia impactar serviços como Amazon e Google.
Por fim, o UOL News também abordou o caso de dois brasileiros vítimas de tráfico humano em Mianmar. Antonio Carlos Ferreira, pai de uma das vítimas, relatou que seu filho foi espancado e eletrocutado enquanto estava em cativeiro. Os jovens, que aceitaram propostas de emprego via Telegram, foram forçados a trabalhar em condições desumanas. Após conseguirem escapar, eles aguardam transferência para a Tailândia com a ajuda de uma organização internacional.
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