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Colombianos enfrentam incertezas após congelamento de ajuda humanitária dos EUA

- A suspensão da ajuda externa pela administração Trump fechou programas da USAID. - Migrantes como Alexandra Guerra enfrentam incertezas após o fechamento da escola. - USAID oferecia oportunidades que estabilizavam a vida de migrantes na Colômbia. - A decisão pode aumentar a migração, já que muitos buscam novas oportunidades. - Trabalhadores de ajuda humanitária também são afetados pela interrupção de contratos.

Em Cali, na Colômbia, um centro de formação profissional, anteriormente um símbolo de esperança para migrantes venezuelanos, agora está abandonado. A escola, gerida por contratantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), oferecia cursos que permitiam a pessoas como Alexandra Guerra, de 25 anos, desenvolver habilidades para a indústria de calçados. Com […]

Em Cali, na Colômbia, um centro de formação profissional, anteriormente um símbolo de esperança para migrantes venezuelanos, agora está abandonado. A escola, gerida por contratantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), oferecia cursos que permitiam a pessoas como Alexandra Guerra, de 25 anos, desenvolver habilidades para a indústria de calçados. Com a suspensão da ajuda externa pelo governo dos EUA, as aulas foram encerradas e as perspectivas de emprego se tornaram sombrias.

A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de cortar a assistência estrangeira resultou na desmobilização rápida da USAID, afetando diretamente programas que criavam oportunidades econômicas na América Latina. Gustavo Vivas, diretor do projeto da USAID em que Guerra estava inscrita, criticou a política de cortes, afirmando que “uma solução para muitos problemas, incluindo a migração, está sendo interrompida.” A USAID, antes vista como um meio de estabilizar a vida de migrantes, agora enfrenta um futuro incerto.

Guerra, que deixou sua família na Venezuela em busca de melhores condições, viu suas esperanças de migrar legalmente para os EUA frustradas com o fechamento do Programa de Mobilidade Segura. Agora, ela considera migrar para a Europa, deixando seus filhos com a avó. “Qualquer país servirá,” disse ela, expressando seu desejo de trabalhar e abrir um negócio no futuro.

Outros migrantes, como Ayarith Olimpio, também enfrentam dificuldades após o congelamento da ajuda. Olimpio destacou a importância do centro de formação, que oferecia suporte psicológico e orientação. “Um migrante não é apenas um rosto nas redes sociais, somos pessoas,” enfatizou, ressaltando que muitos fogem de condições econômicas desastrosas e repressão. A interrupção da USAID não afeta apenas os migrantes, mas também os trabalhadores locais que perderam seus empregos devido ao corte de financiamento.

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