O exército de Israel intensificou sua ofensiva na Cisjordânia ocupada, enviando tanques para a cidade de Jenin pela primeira vez em duas décadas, conforme reportado pelo Times of Israel neste domingo, 23. A ação ocorre após o deslocamento de cerca de 40 mil palestinos de campos de refugiados na região, que, segundo as autoridades israelenses, […]
O exército de Israel intensificou sua ofensiva na Cisjordânia ocupada, enviando tanques para a cidade de Jenin pela primeira vez em duas décadas, conforme reportado pelo Times of Israel neste domingo, 23. A ação ocorre após o deslocamento de cerca de 40 mil palestinos de campos de refugiados na região, que, segundo as autoridades israelenses, não poderão retornar. Os campos abrigam descendentes de palestinos que fugiram de conflitos anteriores com Israel.
A ofensiva, que começou em 21 de janeiro, visa erradicar o que Israel classifica como “extremismo palestino”. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as tropas permanecerão na região “pelo próximo ano” e estão instruídas a impedir o retorno dos moradores. Em Qabatiya, ao sul de Jenin, um toque de recolher de 48 horas foi imposto, enquanto soldados israelenses utilizam escavadeiras para destruir infraestrutura local.
Desde o início da operação, pelo menos 51 palestinos, incluindo sete crianças, foram mortos, e três soldados israelenses também perderam a vida. A situação se agrava em meio a uma trégua frágil entre Israel e Hamas, que entregou os últimos seis reféns israelenses vivos. Em troca, Israel deveria libertar cerca de 600 prisioneiros palestinos, mas adiou o processo, acusando o Hamas de violar o acordo.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a intensificação das operações na Cisjordânia após explosões em ônibus em Israel, que, segundo autoridades, foram causadas por bombas semelhantes às usadas por militantes na região. As forças israelenses demoliram casas em Tulkarem e Jenin, abrindo novas rotas de acesso e aumentando a violência na área desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.
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