A Rússia expressou seu desejo por um acordo de paz de longo prazo com a Ucrânia, enfatizando que um simples cessar-fogo não resolveria as causas do conflito. O vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou que um cessar-fogo sem um entendimento duradouro poderia levar a uma rápida retomada das hostilidades, com consequências graves para as […]
A Rússia expressou seu desejo por um acordo de paz de longo prazo com a Ucrânia, enfatizando que um simples cessar-fogo não resolveria as causas do conflito. O vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou que um cessar-fogo sem um entendimento duradouro poderia levar a uma rápida retomada das hostilidades, com consequências graves para as relações entre Rússia e Estados Unidos. Ele reiterou que a solução deve abordar as causas fundamentais da guerra, que Moscou atribui à expansão da OTAN e à suposta violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
Enquanto isso, o presidente francês, Emmanuel Macron, se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, no terceiro aniversário da invasão russa. Macron trouxe propostas para a paz na Ucrânia e discutiu a necessidade de uma resposta europeia à ameaça russa. O encontro ocorre em um contexto de crescente preocupação na Europa sobre a possibilidade de os EUA aceitarem condições favoráveis a Moscou nas negociações de paz, especialmente após Trump ter repetido narrativas russas sobre a responsabilidade da Ucrânia no início do conflito.
Macron também destacou a importância de não demonstrar fraqueza diante de Putin, alertando que isso poderia impactar as relações dos EUA com a China. Ele reafirmou o apoio inabalável da França à Ucrânia, enquanto líderes europeus se reuniam em Kiev para discutir apoio contínuo ao país. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou uma nova ajuda de 3,5 bilhões de euros para a Ucrânia, ressaltando que a guerra é uma crise central para o futuro da Europa.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu por uma “paz real e duradoura”, afirmando que a Ucrânia deve conquistar a paz por meio da força e da unidade. Ele expressou gratidão pelo apoio recebido ao longo dos três anos de resistência contra a invasão russa. A situação permanece tensa, com a possibilidade de novas negociações entre Rússia e EUA se aproximando, enquanto a Europa busca garantir sua segurança e estabilidade diante das incertezas nas relações transatlânticas.
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