O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta quinta-feira sobre o incidente diplomático entre o governo dos Estados Unidos e o Brasil, defendendo a soberania nacional e o cumprimento das decisões judiciais. Durante a sessão, Moraes lembrou que o Brasil deixou de ser colônia em 7 de setembro de 1822 […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta quinta-feira sobre o incidente diplomático entre o governo dos Estados Unidos e o Brasil, defendendo a soberania nacional e o cumprimento das decisões judiciais. Durante a sessão, Moraes lembrou que o Brasil deixou de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e destacou a importância da independência e da democracia. Ele também fez referência ao aniversário de 73 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), enfatizando a luta contra o fascismo e o imperialismo, e a necessidade de relações internacionais baseadas na igualdade.
Após as declarações de Moraes, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, abordou as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado em 2022, afirmando que a narrativa dos apoiadores desse movimento não prevalecerá. O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou que a disputa entre o governo Trump e Moraes está apenas começando, sugerindo que o ministro encontrou um adversário poderoso. Bolsonaro propôs que Moraes “anistie todo mundo” para encerrar a crise.
O ministro Flávio Dino também se manifestou em defesa de Moraes, ressaltando que as relações internacionais devem ser pautadas pela autodeterminação e não-intervenção. Ele ironizou a possibilidade de Moraes ser impedido de visitar os EUA, sugerindo que o ministro poderia aproveitar suas férias no Maranhão. A tensão entre o STF e o governo dos EUA aumentou após críticas americanas às decisões de Moraes, que impuseram punições a redes sociais como X e Rumble.
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) expressou preocupação com as investidas do governo dos EUA contra o STF, reafirmando a importância da independência do Judiciário. O governo brasileiro, por sua vez, rejeitou as críticas do Departamento de Estado americano, defendendo a importância do respeito à soberania nacional e à independência dos poderes. A situação gerou reações no Legislativo, com propostas para restringir a entrada de estrangeiros que atentem contra instituições brasileiras.
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