Uma emboscada de uma patrulha de segurança síria resultou em confrontos que, segundo um monitor internacional de guerra, causaram a morte de mais de 1.000 pessoas em quatro dias. A autoria do ataque permanece incerta, com a Federação de Alauítas na Europa responsabilizando as forças de segurança do governo, enquanto a administração síria afirma que […]
Uma emboscada de uma patrulha de segurança síria resultou em confrontos que, segundo um monitor internacional de guerra, causaram a morte de mais de 1.000 pessoas em quatro dias. A autoria do ataque permanece incerta, com a Federação de Alauítas na Europa responsabilizando as forças de segurança do governo, enquanto a administração síria afirma que os massacres foram provocados por um levante contra o regime de Bashar al-Assad. O ataque, ocorrido na quinta-feira (6) próximo à cidade portuária de Latakia, reacendeu as feridas da guerra civil que assola o país há 13 anos.
A recente violência é a pior desde dezembro, quando insurgentes do grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS) derrubaram Assad. A contraofensiva contra os aliados de Assad na região costeira, predominantemente alauíta, resultou em grandes danos a cidades e vilarejos. Organizações de direitos humanos relataram assassinatos motivados por vingança, com militantes sunitas atacando a seita alauíta, independentemente de sua participação na insurgência. As tensões contra os alauítas, que governaram a Síria por mais de 50 anos, aumentaram após a queda de Assad.
Na última emboscada, grupos armados alauítas tomaram o controle de Qardaha, cidade natal de Assad, enquanto Damasco lutava para enviar reforços. O porta-voz do Ministério da Defesa, Coronel Hassan Abdel-Ghani, anunciou que as forças de segurança recuperaram a área e continuarão a caçar líderes insurgentes. Apesar dos apelos para interromper a violência, os confrontos resultaram na morte de vários civis, a maioria da comunidade alauíta, que vive na província costeira.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos reportou que 745 civis foram mortos, além de 125 membros das forças de segurança e 148 militantes pró-Assad. A eletricidade e a água potável foram cortadas em grandes áreas ao redor de Latakia. Grupos de direitos humanos afirmaram que as forças de segurança e os homens armados estavam realizando “execuções em massa”. O novo governo interino, liderado por Ahmad Al-Sharaa, promete uma transição política inclusiva, mas céticos questionam a viabilidade dessa promessa. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu responsabilização pelos massacres e reafirmou o apoio às minorias religiosas na Síria.
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