O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo, 9 de fevereiro, que os EUA estão próximos de encerrar a suspensão do compartilhamento de dados de inteligência com a Ucrânia. Essa pausa foi imposta pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, após o governo americano interromper o envio de ajuda militar, visando pressionar o presidente […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo, 9 de fevereiro, que os EUA estão próximos de encerrar a suspensão do compartilhamento de dados de inteligência com a Ucrânia. Essa pausa foi imposta pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, após o governo americano interromper o envio de ajuda militar, visando pressionar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a cooperar com os planos de Trump para encerrar a guerra com a Rússia.
Na próxima terça-feira, 11 de fevereiro, uma delegação ucraniana se reunirá com autoridades americanas na Arábia Saudita. O objetivo da reunião é avaliar a disposição de Kiev em fazer concessões à Rússia para alcançar um acordo de paz. Segundo a emissora NBC News, Trump deseja que a Ucrânia ceda parte do território ocupado pelos russos e convoque novas eleições, que não ocorreram no ano passado devido ao estado de guerra.
O enviado especial de Trump para a guerra na Ucrânia, Steve Witkoff, destacou que a reunião visa estabelecer uma estrutura para um acordo de paz e um cessar-fogo inicial. Zelensky, por sua vez, pediu uma trégua, tanto aérea quanto marítima, para permitir a circulação no Mar Negro e a troca de prisioneiros, considerando isso um teste do comprometimento da Rússia. Moscou, no entanto, rejeitou a proposta de cessar-fogo, alegando que seria uma manobra de Kiev para ganhar tempo.
Além disso, Zelensky manifestou disposição para assinar um acordo de minerais com os Estados Unidos, do qual havia se afastado anteriormente. Washington considera esse pacto essencial para garantir seu apoio contínuo à Ucrânia em meio ao conflito.
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