Pelo menos 54 países possuem drones de combate, conforme o estudo mais recente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que analisa as capacidades militares globais. Este número representa 31% dos 174 países avaliados, um aumento significativo em relação aos 38 que tinham drones de ataque em 2022. Entre os modelos mais comuns estão o […]
Pelo menos 54 países possuem drones de combate, conforme o estudo mais recente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que analisa as capacidades militares globais. Este número representa 31% dos 174 países avaliados, um aumento significativo em relação aos 38 que tinham drones de ataque em 2022. Entre os modelos mais comuns estão o turco Bayraktar, os chineses Caihong e Wing Loong, o americano MQ e os iranianos Shahed e Mohajer. O Brasil, no entanto, não possui drones de combate, apenas de monitoramento.
A crescente demanda por drones de combate resultou em uma onda de acordos de exportação, com Turquia, Irã, China e Estados Unidos se destacando como os principais fabricantes. O uso de drones como veículos de ataque evoluiu rapidamente, e as forças armadas estão se adaptando a essa nova realidade. Recentemente, a Ucrânia lançou um ataque massivo com drones em Moscou, resultando em três mortos e 17 feridos, além de incêndios e a suspensão temporária de atividades em aeroportos da capital russa.
O IISS também destaca que a Ucrânia possui dois tipos de drones de combate: os drones de ataque unidirecional (OWA) e os veículos de combate, inteligência, vigilância e reconhecimento (UAV). Desde o início do conflito com a Rússia, a Ucrânia tem utilizado drones doados pelo Ocidente e, desde 2023, aumentou o uso de equipamentos de inteligência. O professor Vitelio Brustolin menciona que muitos drones ucranianos são adaptações de modelos comerciais, com peças provenientes principalmente da China.
Os drones de combate estão divididos em duas categorias, segundo o IISS. O Shahed-136, um drone kamikaze iraniano, foi utilizado em um ataque a Israel em abril de 2024. O MQ-9 Reaper, fabricado nos EUA, é conhecido por sua capacidade de vigilância e ataque, enquanto o Bayraktar TB2 é um dos principais modelos turcos, operando em 17 países. A Turquia, por exemplo, teve um aumento significativo em suas exportações de defesa, passando de US$ 1,82 bilhão em 2017 para US$ 4,4 bilhões em 2022.
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