A chefe da política externa da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que a China é a principal beneficiária das guerras comerciais entre os Estados Unidos e seus aliados. Em entrevista à TV Bloomberg, Kallas destacou que a China “está realmente se beneficiando” da crescente tensão comercial, especialmente após as recentes ameaças do presidente Donald […]
A chefe da política externa da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que a China é a principal beneficiária das guerras comerciais entre os Estados Unidos e seus aliados. Em entrevista à TV Bloomberg, Kallas destacou que a China “está realmente se beneficiando” da crescente tensão comercial, especialmente após as recentes ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas de 200% sobre vinhos e outras bebidas da França e de outros países da UE. Essa escalada ocorre em resposta ao plano da UE de taxar exportações de bourbon americano, como retaliação às tarifas de aço e alumínio impostas por Trump.
Kallas reiterou a disposição da UE para retaliar, mas pediu moderação, alertando que guerras comerciais podem levar a picos inflacionários que afetam os consumidores. “Nós mantemos a calma e estamos prontos para agir e defender nossos interesses quando necessário”, afirmou. As ameaças tarifárias de Trump impactaram o mercado acionário dos EUA, com o S&P 500 caindo para seu nível mais baixo em seis meses, acumulando uma queda de 10% desde fevereiro. As ações de fabricantes europeus de bebidas alcoólicas também sofreram perdas significativas.
Além disso, Kallas, conhecida por sua crítica à Rússia, respondeu ao presidente Vladimir Putin, que expressou interesse em discutir um cessar-fogo na Ucrânia. Ela enfatizou que a Rússia deve demonstrar boa vontade, lembrando que acordos anteriores não foram cumpridos. Kallas, ex-primeira-ministra da Estônia, tem criticado a mudança na política externa de Trump e, após uma troca de farpas entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, afirmou que “o mundo livre precisa de um novo líder”.
Recentemente, Kallas enfrentou um revés em suas tentativas diplomáticas nos EUA, com o cancelamento de uma reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio, devido a “problemas de agenda”. Ela tem enfatizado que qualquer acordo de paz para a guerra da Rússia deve incluir a Ucrânia e a Europa, que atualmente estão marginalizadas nas negociações.
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