O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, convidou seu homólogo israelense, Benjamín Netanyahu, para visitar o país nas próximas semanas. A confirmação foi feita pelo chefe de Gabinete de Orbán, Gergely Gulyás, em uma coletiva de imprensa. Essa visita ocorre em meio a uma ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu, que […]
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, convidou seu homólogo israelense, Benjamín Netanyahu, para visitar o país nas próximas semanas. A confirmação foi feita pelo chefe de Gabinete de Orbán, Gergely Gulyás, em uma coletiva de imprensa. Essa visita ocorre em meio a uma ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu, que o acusa de crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito em Gaza. Caso se concretize, será a primeira viagem de Netanyahu à Europa desde a ordem do TPI.
Hungria, como signatária do tratado do TPI, tem a obrigação legal de prender Netanyahu ao entrar no país. No entanto, Orbán já declarou que não apenas ignorará a ordem, mas também o receberá. O primeiro-ministro húngaro criticou a decisão do tribunal, chamando-a de “escandalosamente descarada” e “cínica”. Gulyás também mencionou a possibilidade de a Hungria se retirar do TPI, alegando que a instituição se tornou uma “organização política”.
Desde a ordem de prisão, Netanyahu tem se limitado a viagens aos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump. A diferença em relação à Hungria é que os EUA não são obrigados a cumprir as ordens do TPI. Orbán, que se destaca por sua postura independente na União Europeia, já havia afirmado que não cumpriria ordens de prisão contra outros líderes, como o presidente russo Vladimir Putin.
A visita de Netanyahu a Hungria ocorre em um contexto de crescente tensão internacional, com a comunidade europeia dividida sobre como lidar com as ordens de prisão. Enquanto alguns países, como Espanha e Irlanda, afirmaram que cumprirão as ordens, outros, como França e Itália, têm se mostrado ambíguos. O apoio de Orbán a Netanyahu reflete uma divisão mais ampla na UE sobre a questão de Israel e suas ações em Gaza, destacando a complexidade das relações internacionais atuais.
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