O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, sua concordância com a proposta de um cessar-fogo de 30 dias na guerra contra a Ucrânia, embora tenha destacado a necessidade de discutir detalhes com os Estados Unidos, que elaboraram a proposta. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva no […]
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, sua concordância com a proposta de um cessar-fogo de 30 dias na guerra contra a Ucrânia, embora tenha destacado a necessidade de discutir detalhes com os Estados Unidos, que elaboraram a proposta. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva no Kremlin, após um encontro com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Putin, que visitou a região de Kursk na quarta-feira, mencionou que um acordo deve resultar em uma “paz duradoura”.
O líder russo se reunirá ainda nesta quinta-feira com Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, que chegou à Rússia para discutir o cessar-fogo. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o governo está “pronto” para as negociações, mas reiterou exigências para um acordo. O assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, criticou a proposta americana, alegando que ela apenas permitiria ao Exército ucraniano se reorganizar.
A Rússia busca um cessar-fogo definitivo e não vê com bons olhos uma trégua temporária. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acredita que os 30 dias de trégua poderiam ser utilizados para negociar um acordo de paz mais duradouro. No entanto, oficiais russos afirmaram que um cessar-fogo sem garantias concretas é improvável de ser aceito. A Ucrânia aceitou a proposta dos EUA após reuniões na Arábia Saudita, mas a formalização do acordo depende da aprovação russa.
Durante as negociações, os Estados Unidos se comprometeram a retomar o compartilhamento de informações de inteligência e assistência de segurança à Ucrânia. Zelensky elogiou a proposta, que inclui garantias de segurança e a possibilidade de troca de prisioneiros. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, considerou a aceitação da proposta pela Ucrânia um passo positivo e expressou esperança de que a Rússia adote uma postura semelhante. Contudo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou que acordos que coloquem vidas em risco não serão aceitos, especialmente se envolverem tropas da OTAN na Ucrânia.
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