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Mali acusa Argélia de patrocinar terrorismo após derrubada de drone na fronteira

Mali e Argélia enfrentam uma escalada de tensões após a derrubada de um drone maliano. Acusações de patrocínio ao terrorismo e retirada de embaixadores marcam o conflito.

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Mali acusou a Argélia de apoiar o terrorismo depois que um drone maliano foi derrubado perto da fronteira entre os dois países. O governo do Mali disse que a ação foi intencional e desafiou a explicação da Argélia, que afirmou que o drone havia invadido seu espaço aéreo. A Argélia respondeu que as acusações do Mali não são sérias e não merecem atenção.

Esse incidente aumentou as tensões entre os países, levando Mali e seus aliados, Níger e Burkina Faso, a retirar seus embaixadores da Argélia. Os três países formaram uma aliança no ano passado e disseram que a derrubada do drone impediu a neutralização de um grupo terrorista que planejava ataques. Mali também convocou o embaixador argelino e pretende fazer uma queixa a organismos internacionais.

A Argélia confirmou que derrubou o drone, que era um veículo de reconhecimento armado, alegando que ele entrou em seu espaço aéreo. No entanto, o Mali negou essa violação, afirmando que os destroços foram encontrados dentro de seu território. As relações entre os dois países se deterioraram desde que um governo militar assumiu o poder em Bamako em 2020. A Argélia, que já foi mediadora em conflitos com separatistas tuaregues, agora enfrenta acusações de abrigar esses grupos. Além disso, a Argélia aumentou a presença militar em suas fronteiras para impedir a entrada de militantes e armas de grupos jihadistas que atuam na região.

Mali acusou a Argélia de patrocinar o terrorismo após a derrubada de um drone maliano na semana passada, próximo à fronteira entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores do Mali classificou a ação como um “ato hostil premeditado”, desafiando a justificativa argelina de que o drone havia invadido seu espaço aéreo. A Argélia, por sua vez, respondeu que as acusações carecem de seriedade e não merecem atenção.

Esse incidente elevou as tensões diplomáticas, levando Mali e seus aliados, Níger e Burkina Faso, a retirar seus embaixadores de Argel. Os três países formaram, no ano passado, a Aliança dos Estados do Saara, e em uma declaração conjunta, afirmaram que a derrubada do drone impediu a neutralização de um grupo terrorista que planejava ataques contra a aliança. Mali também convocou o embaixador argelino em Bamako e anunciou a intenção de apresentar uma queixa a “organismos internacionais”.

A Argélia confirmou que o drone, classificado como “reconhecimento armado”, foi abatido após ter penetrado em seu espaço aéreo por dois quilômetros. No entanto, o governo de Bamako negou a violação, afirmando que os destroços foram encontrados a nove quilômetros dentro de seu território. A Argélia, que anteriormente atuou como mediadora em conflitos com separatistas tuaregues, agora enfrenta acusações de abrigar esses grupos.

Recentemente, a Argélia intensificou a presença militar em suas fronteiras para evitar a infiltração de militantes e armamentos provenientes de grupos jihadistas que atuam em Mali e em outras nações da região do Saara. A deterioração das relações entre Mali e Argélia se acentuou desde a ascensão do governo militar em Bamako em 2020.

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