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Gen Assimi Goïta é indicado presidente de Mali até 2030 em conferência nacional

Gen Assimi Goïta, líder militar do Mali, busca legitimidade para permanecer no poder até 2030, ignorando promessas de eleições.

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O líder militar do Mali, Gen Assimi Goïta, recebeu apoio para ser declarado presidente até 2030, ignorando promessas de eleições. Ele já havia assumido o poder duas vezes, a última em 2021, quando prometeu realizar eleições no ano seguinte, mas não cumpriu. Uma conferência nacional, que foi boicotada pela oposição, sugeriu que ele continuasse no cargo até 2030 e recomendou a suspensão das eleições até que a paz seja restaurada no país. Um líder da oposição criticou essa decisão, chamando-a de um erro histórico. Desde que chegou ao poder, Goïta tem enfrentado a violência de grupos jihadistas e se alinhou com líderes de golpes em países vizinhos, como Burkina Faso e Níger, enquanto se distanciou da França. Ele também retirou o Mali do bloco regional Ecowas, que pedia a volta do governo civil. Goïta havia liderado um primeiro golpe em agosto de 2020, derrubando o então presidente Ibrahim Boubacar Keïta, após protestos contra seu governo e a gestão da insurgência jihadista.

O líder militar do Mali, General Assimi Goïta, recebeu apoio para ser declarado presidente até 2030, ignorando promessas anteriores de realizar eleições. Desde o golpe de estado em 2020, o país enfrenta instabilidade política. Goïta, que já assumiu o poder duas vezes, foi nomeado presidente de transição após o último golpe em 2021.

Uma conferência nacional, organizada pelo regime e boicotada pela oposição, recomendou a suspensão das eleições até que a paz seja restaurada no país. A decisão foi vista como uma tentativa de legitimar a permanência de Goïta no poder. O líder militar ainda não comentou sobre a recomendação.

O líder da oposição, Mohamed Salia Touré, afirmou que a supressão do sistema multipartidário seria um “erro histórico”. A conferência também sugeriu que qualquer atividade eleitoral fosse suspensa até que a situação de segurança melhorasse. O governo militar busca controlar a violência jihadista, que tem sido alimentada por grupos ligados ao Estado Islâmico e à al-Qaeda.

Desde que tomou o poder, Goïta formou alianças com líderes de golpes em Burkina Faso e Níger, além de se aproximar da Rússia, reduzindo laços com a França. O Mali se retirou da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) devido às exigências de restauração da ordem democrática.

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