A unipolaridade global está em declínio, e isso gerou divisões entre os estrategistas americanos sobre como lidar com a ascensão de potências como a China e a Rússia. Donald Trump faz parte de um grupo que acredita que o futuro será de múltiplos blocos de poder. Ele admira o autoritarismo e busca aumentar o controle sobre a população, utilizando a empresa Palantir para monitorar imigrantes e realizar operações de vigilância. A Palantir, conhecida por suas tecnologias de vigilância, coleta dados de diversas fontes, como câmeras de segurança e informações fiscais, para criar perfis de indivíduos. Trump contratou a empresa para desenvolver um sistema que promete rastrear imigrantes em tempo real, alegando que isso ajudará a prender criminosos. A Palantir também colabora com agências como o FBI e a CIA e já causou controvérsias em outras áreas, como o perfilamento médico. Durante o governo Biden, a empresa forneceu inteligência ao governo de Israel, resultando em ataques que mataram civis. Diferente do modelo chinês, que não se envolve com outros governos, as empresas americanas, como a Palantir, estão focadas em monitorar e neutralizar ameaças antes que elas se concretizem.
A unipolaridade global enfrenta desafios, resultando em divisões entre estrategistas americanos sobre a ascensão de blocos de poder, como os da China e da Rússia. Donald Trump se alinha a uma corrente que busca um novo equilíbrio, contratando a Palantir Technologies para monitorar imigrantes e realizar operações de vigilância, o que gera controvérsias e mortes de civis.
Os estrategistas americanos se dividem em três grupos: os que desejam reviver a globalização, os que acreditam na necessidade de fortalecer o Ocidente e os que veem a ascensão de blocos de poder como inevitável. Trump se identifica com a última corrente, admirando o autoritarismo de líderes como Xi Jinping e buscando desmantelar instituições que sustentam o soft power dos Estados Unidos.
A Palantir, fundada por Peter Thiel, teve um desempenho notável em 2024, com ações valorizadas em 340%. A empresa é conhecida por suas práticas de vigilância, utilizando dados de câmeras, declarações fiscais e invasões passivas de celulares para criar perfis dinâmicos de indivíduos. O sistema de monitoramento de imigrantes, contratado por Trump, promete “rastreamento em tempo real” e a prisão de “criminosos violentos”.
Controvérsias e Consequências
A atuação da Palantir não se limita aos Estados Unidos. A empresa fornece inteligência ao governo de Israel, e suas operações resultaram em mortes de civis, incluindo funcionários de organizações humanitárias. Durante um contrato com o governo Biden, cerca de 200 trabalhadores humanitários foram mortos em ataques aéreos.
Além disso, a Palantir participa de projetos de policiamento preditivo e monitoramento de fronteiras, utilizando inteligência artificial para neutralizar ameaças antes que se concretizem. Essa abordagem levanta preocupações sobre a eficácia e a ética dos algoritmos decisórios, especialmente em um contexto de vigilância crescente.
As ações da Palantir contrastam com o modelo chinês, onde empresas de vigilância não se envolvem com governos externos. Nos Estados Unidos, a colaboração entre agências governamentais e empresas de tecnologia continua a expandir, refletindo uma nova era de vigilância e controle.
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