O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu quase trinta líderes mundiais, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva, em Moscou para as celebrações do Dia da Vitória, que comemora a derrota da Alemanha nazista em 1945. O Brasil participou da guerra ao lado dos aliados. A Rússia, que enfrenta sanções do Ocidente devido à guerra na Ucrânia, buscou mostrar que não está isolada, com a presença de líderes de países da antiga União Soviética, África, Ásia e América Latina. Lula, que participou de um jantar no Kremlin antes do desfile, defendeu sua presença como parte de um esforço por multilateralismo e anunciou acordos de cooperação em ciência e tecnologia. Ele ficará na Rússia até o dia 10 e depois seguirá para a China para uma visita de Estado e um fórum.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu quase trinta líderes mundiais, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Moscou, nesta sexta-feira, 9 de maio. A data marca o Dia da Vitória, que celebra a derrota da Alemanha nazista em 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial. Este ano, as celebrações são especialmente significativas, pois completam oitenta anos.
A presença de líderes como Lula e o presidente da China, Xi Jinping, visa demonstrar que a Rússia não está isolada, apesar das sanções econômicas impostas pelo Ocidente devido à guerra na Ucrânia. Apenas os líderes da Sérvia e da Eslováquia representaram a Europa nas festividades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a tentativa de Putin de manter as celebrações, considerando-a uma manobra política.
A participação de Lula
Antes do desfile, Lula participou de um jantar oferecido por Putin no Kremlin, onde se reuniram autoridades que viajaram para as comemorações. Críticos questionaram a participação do presidente brasileiro, considerando o evento uma forma de propaganda política de Putin. Nas redes sociais, Lula defendeu sua presença, afirmando que a viagem é parte de uma busca por multilateralismo. Ele destacou a intenção de assinar acordos de cooperação em ciência e tecnologia e de ampliar parcerias comerciais.
Lula permanecerá na Rússia até o sábado, 10 de maio, antes de seguir para Pequim, na China, onde participará de uma visita de Estado e do Fórum China-CELAC nos dias 12 e 13 de maio. Durante a estadia na capital chinesa, estão previstas assinaturas de atos em diversas áreas.
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