O regime do Irã tem sido acusado de tentar sequestrar e assassinar dissidentes e jornalistas fora do país, com um aumento dessas ações desde 2022. Recentemente, documentos judiciais mostraram que grupos criminosos, incluindo o chefe do crime Naji Sharifi Zindashti, estão envolvidos em operações de assassinato e sequestro a mando do Irã. Zindashti, conhecido por tráfico de drogas, já foi ligado a assassinatos de dissidentes iranianos na Turquia. Ele foi preso, mas liberado rapidamente, o que levantou suspeitas sobre sua ligação com os serviços de inteligência iranianos. Além disso, Zindashti foi implicado em um plano para assassinar dissidentes nos Estados Unidos e tem conexões com gangues criminosas internacionais. As autoridades dos EUA e do Reino Unido impuseram sanções a indivíduos ligados a essas operações, enquanto o Irã nega qualquer envolvimento. A situação se tornou mais preocupante, com várias ameaças credíveis contra pessoas no Reino Unido associadas ao regime iraniano.
O regime iraniano intensificou suas tentativas de assassinar ou sequestrar dissidentes e jornalistas no exterior, conforme revelam documentos judiciais. Desde 2022, essas ações têm aumentado, com alvos notáveis como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Recentemente, a polícia britânica prendeu iranianos suspeitos de planejar um ataque terrorista, possivelmente contra a embaixada de Israel em Londres.
Investigações indicam que o crime organizado, liderado por Naji Sharifi Zindashti, está envolvido em operações a mando do Irã. Zindashti, conhecido por tráfico internacional de drogas, aparece em documentos judiciais relacionados a assassinatos e sequestros. Ele foi implicado na morte de Saeed Karimian, um dissidente iraniano, em Istambul, em 2017. As autoridades iranianas consideravam Karimian uma ameaça aos valores islâmicos.
Zindashti também foi mencionado em um caso de sequestro de Habib Chaab, um dissidente iraniano, que foi atraído para Istambul e posteriormente executado. Em 2021, ele foi acusado de planejar o assassinato de dois desertores iranianos nos Estados Unidos, oferecendo US$ 370 mil para o serviço. A intervenção do FBI impediu a execução do plano.
Além disso, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e sua unidade Quds têm colaborado com organizações criminosas, como a Thieves-in-Law, para realizar operações de terror fora do Irã. Em março, um júri em Nova York condenou dois homens associados a essa gangue por um plano de assassinato contra a ativista iraniana-americana Masih Alinejad, com uma recompensa de US$ 500 mil por sua morte.
As tensões aumentaram após o assassinato do general Qasem Soleimani, em 2020, com o Irã prometendo vingança. Desde então, o país tem sido acusado de planejar ataques contra ex-membros da administração Trump. Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido impuseram sanções a indivíduos ligados às operações de inteligência iranianas.
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