Um grupo de 59 bóeres da África do Sul chegou a Washington como refugiados, após Donald Trump alegar que eles estão sendo perseguidos racialmente em seu país. Essa decisão gerou reações variadas na África do Sul, com algumas pessoas apoiando e outras se sentindo envergonhadas. Os bóeres são descendentes de colonos europeus e têm uma história complexa, incluindo a participação no apartheid, que durou até 1994. A comunidade branca, que representa apenas 7% da população, ainda detém a maior parte das terras agrícolas. A chegada dos bóeres aos EUA foi vista com ironia e raiva por muitos sul-africanos, com alguns agradecendo a Trump por retirar os últimos racistas brancos. Enquanto alguns bóeres de extrema direita queriam apoio para formar uma república independente, outros, que sonham com um país unido, estão horrorizados e desapontados com a liderança atual da África do Sul.
Na segunda-feira, dia 12, um grupo de 59 bóeres sul-africanos chegou a Washington, após ser acolhido por Donald Trump como refugiados. O ex-presidente dos Estados Unidos alegou que essa comunidade enfrenta perseguição racial na África do Sul.
A África do Sul é marcada por uma rica diversidade étnica e uma história complexa, especialmente em relação ao apartheid, que perdurou até 1994. Os bóeres, descendentes de colonos europeus, têm uma identidade cultural própria, incluindo a língua afrikaans. Apesar de sua história de opressão, a minoria branca, que representa apenas sete por cento da população, ainda detém a maior parte das terras agrícolas do país.
A decisão de Trump gerou reações polarizadas na África do Sul. Alguns apoiaram a medida, considerando-a uma forma de retirar racistas do país, enquanto outros expressaram vergonha e perplexidade. O embaixador sul-africano, Ebrahim Rasool, criticou a decisão, afirmando que ela reflete uma política de exclusão racial, onde brancos são bem-vindos e não-brancos são rejeitados.
A comunidade bóer está dividida sobre a situação. Aqueles ligados à extrema direita esperavam apoio para a criação de uma república independente, enquanto outros, que ainda acreditam na visão de um país unido, se mostraram horrorizados com a ideia de deixar sua terra natal. A chegada dos bóeres a Washington foi recebida com ironia e indignação, refletindo a complexidade da identidade racial na África do Sul.
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