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Irã e Estados Unidos avançam em negociações sobre programa nuclear, mas sem acordo final

Negociações sobre o programa nuclear iraniano avançam, mas divergências sobre enriquecimento de urânio persistem entre Irã e EUA.

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As negociações sobre o programa nuclear do Irã entre o país e os Estados Unidos terminaram recentemente em Roma. Embora tenha havido algum progresso, não foram alcançados resultados definitivos. As conversas, que começaram em abril de 2021, são as primeiras entre altos funcionários desde que os EUA saíram do acordo de 2015. O mediador de Omã informou que as discussões duraram quase três horas, mas as diferenças sobre o enriquecimento de urânio continuam. O Irã quer um novo acordo que alivie as sanções que prejudicam sua economia, enquanto os EUA afirmam que não podem permitir nenhum enriquecimento. O Irã atualmente enriquece urânio a 60%, muito acima do limite do acordo anterior. As tensões aumentam, especialmente com a possibilidade de ataques israelenses às instalações nucleares do Irã, e o governo iraniano alertou que os EUA seriam responsáveis por qualquer ataque. As negociações devem continuar em breve, mas as partes ainda têm divergências fundamentais.

A quinta rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano entre Irã e Estados Unidos foi encerrada em Roma nesta sexta-feira, com progresso, mas sem resultados conclusivos. O mediador de Omã informou que as conversas, que duraram quase três horas, não conseguiram resolver as divergências sobre o enriquecimento de urânio. As discussões começaram em abril de 2021, após a retirada dos EUA do acordo de 2015.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araqchi, e o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, participaram das conversas. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, expressou esperança de que as questões pendentes sejam esclarecidas em breve. Araqchi destacou que as negociações são mais complexas do que podem ser resolvidas rapidamente.

Os Estados Unidos consideraram a reunião “construtiva”, mas uma autoridade anônima afirmou que ainda há trabalho a ser feito. Ambos os lados concordaram em se reunir novamente em breve. O Irã busca um novo acordo que alivie as sanções que impactam sua economia, enquanto os EUA mantêm uma postura rígida sobre o enriquecimento de urânio.

Divergências Persistentes

As conversas anteriores em Mascate, capital de Omã, já haviam revelado uma divergência pública sobre o enriquecimento de urânio. Witkoff afirmou que Washington não poderia autorizar nem mesmo um por cento de capacidade de enriquecimento, enquanto Teerã considera essa posição inaceitável. Araqchi advertiu que, se os EUA insistirem em impedir o enriquecimento, não haverá acordo.

Atualmente, o Irã enriquece urânio a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido pelo acordo de 2015. Analistas em Teerã afirmam que é improvável que o país recue. A Organização de Energia Atômica do Irã defende que sua indústria nuclear é compatível com fins civis, citando exemplos de outros países que enriquecem urânio sem possuir armas nucleares.

Tensão Regional

A inimizade do Irã com Israel, aliado dos EUA, também permeia as negociações. Recentemente, surgiram informações sobre possíveis ataques israelenses às instalações nucleares iranianas. Araqchi enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, alertando que os EUA seriam responsáveis por qualquer ataque israelense. A Casa Branca confirmou que o presidente Trump teve uma conversa produtiva sobre o Irã com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O acordo de 2015 previa a reimposição de sanções pela ONU caso o Irã violasse seus compromissos. Os signatários europeus do pacto já alertaram que poderiam ativar esse mecanismo se a segurança do continente fosse ameaçada. Araqchi afirmou que essa medida resultaria em consequências sérias, incluindo o fim do papel da Europa no acordo e uma escalada de tensões.

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