O legislador Ayman Odeh foi expulso da Knesset após criticar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza, onde já há mais de 53 mil mortos e quase 122 mil feridos desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Durante seu discurso, Odeh destacou o alto número de crianças palestinas mortas e afirmou que a situação é insustentável. Após a expulsão, ele usou as redes sociais para dizer que foi retirado por falar a verdade e comparou a crise atual a uma segunda Nakba, referindo-se ao deslocamento forçado de palestinos em 1948. A situação em Gaza gerou reações internacionais, com a União Europeia revisando seus laços comerciais com Israel e afirmando que a ajuda humanitária é insuficiente. O governo britânico suspendeu negociações de livre comércio com Israel e impôs sanções a assentamentos na Cisjordânia. Além disso, Reino Unido, França e Canadá ameaçaram tomar medidas contra Israel e se opuseram à expansão de assentamentos. O primeiro-ministro da Espanha também pediu a exclusão de Israel de eventos culturais internacionais.
O legislador árabe-israelense Ayman Odeh foi expulso da Knesset nesta quinta-feira, 22, após criticar a campanha militar de Israel na Faixa de Gaza. Durante seu discurso, ele destacou o elevado número de crianças palestinas mortas desde o início do conflito em outubro de 2023, que já resultou em mais de 53 mil vítimas e quase 122 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Odeh, em meio a gritos de parlamentares do governo, afirmou que a situação é insustentável e que a verdadeira fraqueza reside naqueles que perpetuam a violência.
Após sua expulsão, Odeh utilizou as redes sociais para afirmar que foi retirado do Parlamento por expressar a verdade. Ele comparou a atual crise em Gaza a uma segunda Nakba, referindo-se ao deslocamento forçado de palestinos em 1948. O legislador enfatizou que, apesar das tentativas de silenciamento, a voz do povo palestino e o clamor internacional não podem ser abafados.
Pressões Internacionais
A situação em Gaza gerou reações internacionais significativas. A União Europeia anunciou que irá revisar seus laços comerciais com Israel devido à crise humanitária. A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que a ajuda permitida até agora é insuficiente e que deve fluir em grande escala. A decisão foi apoiada por uma forte maioria dos ministros dos 27 países membros.
Além disso, o governo britânico suspendeu as negociações de livre comércio com Israel e impôs novas sanções a assentamentos na Cisjordânia. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressou sua preocupação com a escalada do conflito e pediu um cessar-fogo, destacando que a ajuda humanitária permitida é completamente inadequada.
Reações de Outros Países
Reino Unido, França e Canadá emitiram um comunicado conjunto, ameaçando tomar “ações concretas” contra Israel. Eles se opuseram a qualquer tentativa de expansão dos assentamentos na Cisjordânia e afirmaram que não ficarão inertes diante das ações do governo de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, também pediu a exclusão de Israel de eventos culturais internacionais, enfatizando a necessidade de não permitir padrões duplos na cultura.
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