Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump mantém postura consistente na guerra comercial, afirma professor da FGV

A disputa comercial entre EUA e China continua, e o Brasil deve diversificar parcerias enquanto o Mercosul-União Europeia enfrenta incertezas.

0:00
Carregando...
0:00

A guerra comercial entre os EUA e a China, que começou durante a presidência de Donald Trump, mudou a forma como os EUA lidam com o comércio. Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, acredita que essa disputa vai continuar, independentemente de quem seja o próximo presidente. Ele sugere que o Brasil deve procurar novos parceiros comerciais, especialmente porque o acordo entre Mercosul e União Europeia está incerto. Stuenkel menciona que a liberalização do comércio já tinha problemas antes de Trump e que o ex-presidente sempre apoiou tarifas. O Brasil está sendo cauteloso e evitando conflitos, enquanto a tensão geopolítica pode exigir que o país se prepare para possíveis aumentos de tarifas. O fortalecimento do Brics é uma possibilidade, mas há divisões internas que dificultam a união do grupo. O Brasil ainda não foi muito afetado pelas tarifas dos EUA e Stuenkel acredita que o governo brasileiro está agindo bem ao ser discreto nas discussões comerciais.

A guerra comercial entre os EUA e a China, iniciada na presidência de Donald Trump, representa uma mudança estrutural na política comercial americana. Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, afirma que essa disputa deve persistir independentemente do próximo presidente. O Brasil, segundo ele, deve buscar novos parceiros comerciais, especialmente em um cenário onde o acordo Mercosul-União Europeia enfrenta incertezas.

Stuenkel destaca que a era da liberalização comercial já apresentava fissuras antes da ascensão de Trump. Ele observa que o ex-presidente sempre defendeu tarifas e que a disputa com a China continuará a moldar as políticas comerciais dos EUA. O Brasil, por sua vez, está adotando uma postura cautelosa, evitando confrontos e aguardando os desdobramentos da situação.

A guerra comercial é vista como um legado que Trump deseja deixar, mesmo diante de sinais negativos na economia. O especialista menciona que a política interna pode influenciar mudanças, especialmente se houver pressão do Congresso devido a uma possível recessão. A relação do Brasil com os EUA e a China também pode ser afetada, com o país buscando diversificar suas alianças.

O fortalecimento do Brics é uma possibilidade, mas existem limitações. A recente reunião do grupo no Rio de Janeiro evidenciou divisões internas, dificultando a elaboração de uma declaração conjunta. Stuenkel ressalta que o Mercosul-União Europeia precisa avançar rapidamente, pois, se não ocorrer agora, pode não se concretizar mais.

O Brasil, até o momento, tem sido pouco impactado pelas tarifas americanas. Stuenkel acredita que o governo brasileiro está agindo corretamente ao manter um perfil discreto nas discussões comerciais. A crescente tensão geopolítica pode, no entanto, mudar essa dinâmica, exigindo que o Brasil esteja preparado para um eventual aumento de tarifas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais