O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou a prisão do opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, que foi detido por agentes do governo de Nicolás Maduro. Guanipa, que estava foragido desde julho do ano passado, foi preso um dia antes das eleições gerais na Venezuela. Rubio chamou a prisão de injusta e destacou que mais de 70 pessoas foram detidas na mesma operação. Ele também elogiou a luta da oposicionista María Corina Machado. Além disso, Rubio se encontrou com cinco opositores que estavam refugiados na embaixada da Argentina em Caracas e foram resgatados em uma operação secreta. Os resgatados agradeceram aos EUA pela ajuda, e a equipe de Machado considerou o resgate uma vitória para a democracia na Venezuela. As relações entre EUA e Venezuela estão rompidas desde 2017, e Washington apoia o opositor exilado Edmundo González Urrutia, que se considera vencedor nas eleições presidenciais de julho de 2024.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manifestou-se na sexta-feira contra a prisão do opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, realizada por agentes do governo de Nicolás Maduro. Guanipa, aliado da também oposicionista María Corina Machado, estava foragido desde julho do ano passado. A detenção ocorre a um dia das eleições gerais na Venezuela, que visam preencher cargos de governadores e deputados.
Rubio classificou a prisão como injustificada e arbitrária, destacando que mais de 70 pessoas foram detidas na mesma operação. O secretário também elogiou a luta de María Corina Machado, que enfrenta forte repressão do governo. A nota do Departamento de Estado enfatizou a necessidade de libertação de todos os presos políticos no país.
Resgate na Embaixada Argentina
Na mesma data, Rubio se reuniu com cinco opositores que estavam refugiados na embaixada da Argentina em Caracas por mais de um ano. Esses opositores foram resgatados em uma operação sigilosa, conforme informações de Washington. O secretário expressou sua admiração pela coragem demonstrada por eles diante da repressão do governo Maduro.
Os resgatados, identificados como Magallí Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González, agradeceram aos EUA pela operação que lhes devolveu a liberdade. A equipe de María Corina Machado afirmou que o resgate representa uma vitória não apenas humanitária, mas também política e moral para a causa da democracia na Venezuela.
Desde 2017, as relações diplomáticas entre EUA e Venezuela estão rompidas. Washington continua a apoiar o opositor exilado Edmundo González Urrutia, que reivindica sua vitória nas eleições presidenciais marcadas para julho de 2024.
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