O chanceler Mauro Vieira participou de uma reunião em Madri com representantes de 19 países para discutir a criação do Estado da Palestina. O encontro, apoiado pela Espanha, busca aumentar o reconhecimento internacional da Palestina e promover a solução de dois Estados para o conflito com Israel. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares Bueno, ressaltou a importância de encontrar soluções para acabar com a guerra em Gaza, que ele chamou de “desumana e cruel”. Vieira, em um discurso na ONU, afirmou que reconhecer a Palestina é essencial para a estabilidade da região e criticou a situação atual do conflito, que ele considera insustentável. Um projeto de resolução apresentado à ONU, com apoio do Brasil, sugere que a Palestina seja admitida como membro pleno das Nações Unidas, representando um avanço diplomático importante.
O chanceler Mauro Vieira participou neste domingo (25) de uma reunião em Madri com representantes de 19 países para discutir a criação do Estado da Palestina. O encontro, apoiado pelo governo espanhol, visa ampliar o reconhecimento internacional da Palestina e promover a solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.
Durante a reunião, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares Bueno, destacou que o objetivo é buscar avanços concretos para encerrar a guerra em Gaza, que ele descreveu como “desumana e cruel”. Para Madri, a criação formal do Estado palestino é essencial para que palestinos e israelenses possam viver lado a lado em paz e segurança.
O Itamaraty divulgou nas redes sociais um registro do encontro entre Mauro Vieira e o primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Mustafa. Na semana anterior, em discurso no Conselho de Segurança da ONU, Vieira afirmou que o reconhecimento da Palestina é “imperativo” para a estabilidade regional. Ele criticou a configuração atual do conflito, afirmando que “o quadro atual, com um Estado apenas, e como potência ocupante, claramente não levou à implementação da rota para a paz traçada em Oslo”.
O projeto de resolução apresentado à ONU, com apoio do Brasil, recomenda à Assembleia Geral que a Palestina seja admitida como membro pleno das Nações Unidas. Este texto, um dos mais curtos da história recente do Conselho, representa um passo diplomático significativo com impacto geopolítico relevante.
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