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Forças armadas de Israel são acusadas de usar palestinos como escudos humanos em Gaza

Relatos de soldados e ex-prisioneiros palestinos revelam uso sistemático de palestinos como escudos humanos pelas Forças Armadas de Israel em Gaza.

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Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos afirmam que as Forças Armadas de Israel usam palestinos como escudos humanos na Faixa de Gaza de forma sistemática. Essa prática é considerada crime de guerra e é proibida por leis internacionais e decisões da Justiça israelense. Relatos indicam que os soldados vestem prisioneiros palestinos com roupas militares e os enviam para verificar se há explosivos em casas ou túneis. O Exército israelense reconheceu que está investigando casos, mas muitos relatos sugerem que as ordens vêm de altos comandos militares. Um soldado anônimo disse que essa prática se tornou comum, com batalhões inteiros utilizando palestinos para encontrar armadilhas antes de entrar em áreas perigosas. Um palestino que foi usado como escudo humano relatou que, durante 17 dias, sua única liberdade era quando os soldados o forçavam a agir como escudo. Grupos de direitos humanos criticam a prática e afirmam que as investigações internas do Exército raramente resultam em punições.

Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos relataram à agência de notícias Associated Press (AP) que o uso de palestinos como escudos humanos pelas Forças Armadas de Israel se tornou uma prática sistemática na Faixa de Gaza. A denúncia foi publicada no último sábado, dia 24 de maio de 2025. Essa prática é considerada crime de guerra pela Convenção de Genebra e é proibida por decisões da Justiça israelense.

Os relatos indicam que ordens para essa prática frequentemente vêm da alta hierarquia militar. Os soldados afirmaram que prisioneiros palestinos são vestidos com roupas militares e enviados para verificar a presença de explosivos ou combatentes do Hamas em casas e túneis. Um dos soldados, que pediu anonimato, afirmou que essa abordagem se tornou comum e que, em um determinado momento, todo batalhão utilizava um palestino para localizar armadilhas.

O Exército israelense declarou que o uso de escudos humanos é estritamente proibido e que investigações estão em andamento sobre casos específicos. No entanto, a AP reporta que as ordens para essa prática muitas vezes vêm de comandantes superiores. Um palestino entrevistado relatou que, durante um período de dezessete dias, sua única liberdade era quando era utilizado como escudo humano, e que recebeu ameaças de morte caso não obedecesse.

Grupos de direitos humanos têm denunciado essa prática há décadas, e uma decisão da Suprema Corte de Israel já havia proibido o uso de escudos humanos em 2005. Contudo, os relatos atuais indicam que essa prática nunca foi tão sistemática quanto agora. Um soldado mencionou que o termo “mosquito” é utilizado para se referir a esses escudos humanos, evidenciando a normalização da prática nas operações militares.

A situação na Faixa de Gaza é crítica, com cerca de cinquenta e três mil mortes registradas desde o início da guerra, segundo autoridades de saúde ligadas ao Hamas. A utilização de palestinos como escudos humanos é uma das justificativas apresentadas por líderes israelenses para o alto número de civis mortos.

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