Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro de Israel, afirmou que o país está cometendo crimes de guerra na Faixa de Gaza, em um artigo publicado no jornal Haaretz. Ele criticou a política do governo atual, chamando a situação de “matança indiscriminada” de civis, e destacou que a campanha militar é uma “guerra de devastação” com assassinatos cruéis. Olmert também mencionou que Israel está negando alimentos e medicamentos à população de Gaza. O Ministério da Saúde de Gaza informou que mais de 54 mil pessoas morreram devido a ataques israelenses. A crise humanitária é grave, com 93% da população enfrentando insegurança alimentar e cerca de 244 mil pessoas em condições catastróficas. Nas últimas 24 horas, 79 mortes foram registradas, incluindo 33 em um bombardeio contra uma escola que servia de abrigo. A falta de insumos básicos está piorando a situação da população civil.
O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert afirmou que o país está cometendo crimes de guerra na Faixa de Gaza, em um artigo publicado no jornal Haaretz nesta terça-feira, 27. Olmert criticou a atual política governamental, descrevendo a situação como uma “matança indiscriminada” de civis. O artigo foi divulgado no mesmo dia em que o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que o número de mortos devido a ataques israelenses ultrapassou 54 mil.
Olmert, que governou Israel entre 2006 e 2009, destacou que a atual campanha militar é uma “guerra de devastação”, caracterizada por assassinatos indiscriminados e cruéis. Ele afirmou que a política do governo atual é consciente e irresponsável, resultando na morte de milhares de palestinos inocentes. O ex-premiê também mencionou que sua visão sobre as ordens governamentais mudou, reconhecendo que Israel está negando alimentos e medicamentos à população de Gaza.
Crise Humanitária
A situação humanitária em Gaza é alarmante. Um relatório da Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC), apoiado por agências da ONU, revela que cerca de 93% da população enfrenta insegurança alimentar aguda. Mais de 244 mil pessoas estão em condições catastróficas, com 500 mil palestinos em risco de fome.
As autoridades de saúde do Hamas relataram que, nas últimas 24 horas, 79 mortes foram registradas, incluindo 33 em um bombardeio contra uma escola que servia de abrigo para deslocados. A pressão sobre a população civil aumenta, enquanto a falta de insumos básicos se torna cada vez mais crítica.
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