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Ex-prefeito de Nova York alerta brasileiros sobre preocupações nos EUA

EUA pressionam Brasil a classificar PCC e CV como terroristas; governo resiste, citando legislação nacional e preocupações com interferência externa.

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Bill de Blasio, ex-prefeito de Nova York, expressou preocupações sobre a pressão dos Estados Unidos para que o Brasil classifique organizações criminosas como terroristas. Durante uma reunião com o governo Lula, representantes dos EUA sugeriram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem considerados terroristas, mas o governo brasileiro rejeitou a proposta, afirmando que a legislação nacional não permite essa classificação. De Blasio alertou que essa medida poderia ser usada para fins políticos e destacou a preocupação de países da América Latina com a interferência dos EUA em suas questões internas. Ele também mencionou que, se essas facções fossem consideradas terroristas, os EUA poderiam enviar seus membros para uma prisão em El Salvador, o que levantaria questões sobre a autonomia do Brasil em lidar com sua segurança pública.

O ex-prefeito de Nova York, Bill de Blasio, manifestou preocupações sobre a pressão dos Estados Unidos para classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas. Durante uma reunião com o governo Lula, representantes americanos sugeriram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem considerados como tal. A proposta foi rejeitada pelo governo brasileiro, que argumentou que a legislação nacional não permite essa classificação.

De Blasio, em sua fala no 2º Seminário Internacional de Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, realizado em São Paulo, alertou que essa medida poderia ser utilizada para “objetivos políticos nefastos”. Ele destacou a preocupação de países latino-americanos com a interferência dos EUA em suas questões internas. O ex-prefeito questionou se a administração de Donald Trump poderia usar essa classificação para fins políticos no Brasil, afirmando que isso transformaria uma ferramenta jurídica em um instrumento político.

O governo brasileiro, ao discutir a proposta com o Ministério da Justiça e o Itamaraty, reiterou que, segundo a legislação nacional, para que uma organização seja classificada como terrorista, é necessário que haja motivação religiosa ou racial. Essa posição reflete a resistência do Brasil em aceitar a pressão externa sobre suas políticas de segurança.

Além disso, De Blasio mencionou que, caso as facções fossem enquadradas como terroristas, os EUA poderiam enviar os membros dessas organizações para o Cecot, uma prisão em El Salvador destinada a terroristas, inaugurada em 2022. Essa possibilidade levanta questões sobre a soberania e a autonomia do Brasil em lidar com suas próprias questões de segurança pública.

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