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Lituânia pede aumento de gastos militares e mais sanções contra a Rússia

Ministro lituano critica negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e pede aumento no gasto militar europeu e responsabilização da Bielorrússia.

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Kestutis Budrys, o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, não acredita que as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia resultarão em um acordo. Ele considera que as conversas em Estambul são apenas uma encenação do Kremlin e pede que os países europeus aumentem seus gastos militares e imponham mais sanções à Rússia. Budrys afirma que apenas Vladimir Putin pode acabar com a guerra, mas ele não tem interesse em fazer isso. Ele também expressa preocupação com a possibilidade de Donald Trump se afastar do apoio à Ucrânia, mas acredita que os Estados Unidos estão prontos para impor novas sanções se Putin não aceitar um cessar-fogo. A Lituânia se comprometeu a ajudar a Ucrânia com pelo menos 0,25% do seu PIB nos próximos dez anos e defende que outros países europeus façam o mesmo. Budrys destaca a necessidade de aumentar a presença militar na região do Báltico para se proteger de possíveis ataques russos. Além disso, a Lituânia processou a Bielorrússia no Tribunal Internacional de Justiça por usar a migração como arma contra o país. Budrys afirma que a Bielorrússia tem pressionado a Lituânia, forçando migrantes a tentar cruzar a fronteira, e pede que outros países se unam a essa causa. Ele também discute a situação em Gaza, defendendo que Israel tem o direito de se defender, mas reconhece a gravidade da situação humanitária na região.

Kestutis Budrys, ministro das Relações Exteriores da Lituânia, não acredita que as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia resultem em um acordo. Durante uma entrevista em Madrid, ele afirmou que as conversas em Estambul são uma estratégia de engano do Kremlin. Budrys destacou que Vladimir Putin é o único que pode encerrar a guerra e que não há nada a negociar.

O ministro pediu um aumento significativo no gasto militar europeu e a imposição de mais sanções a Moscou. Ele mencionou que a Lituânia se comprometeu a destinar 0,25% do PIB para ajudar a Ucrânia nos próximos dez anos. Budrys também elogiou a contribuição de países vizinhos e pediu que toda a Europa se comprometa com esse percentual.

Aumento do Gasto Militar

Budrys expressou preocupação com a presença militar na região dos Bálcãs, afirmando que é necessário aumentar a defesa no flanco oriental da OTAN. Ele alertou que a Lituânia ainda é vulnerável a ataques relâmpago e que as forças russas podem aumentar sua presença na área após a guerra na Ucrânia. O ministro também mencionou a importância do apoio militar de aliados, como a Alemanha e a Espanha.

Além disso, a Lituânia processou a Bielorrússia no Tribunal Internacional de Justiça por facilitar o tráfico de migrantes. Budrys afirmou que a Bielorrússia tem usado a migração como uma arma contra a Lituânia, forçando pessoas inocentes a cruzar a fronteira. Ele pediu apoio internacional para responsabilizar o governo bielorrusso.

Posição sobre Israel

Budrys também comentou sobre a situação em Gaza, afirmando que a Lituânia não apoia sanções a Israel. Ele defendeu o direito de Israel de se defender e destacou a necessidade de permitir ajuda humanitária a Gaza. O ministro está em contato com autoridades israelenses para buscar soluções que aliviem a situação humanitária na região.

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