O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na China, onde conversou sobre a ferrovia bioceânica, um projeto que liga os portos do Atlântico ao Pacífico. O presidente chinês, Xi Jinping, destacou a importância da ferrovia, mencionando que ela pode ser uma alternativa ao Canal do Panamá, que enfrenta incertezas geopolíticas. O Brasil espera assinar um acordo de cooperação com uma empresa estatal chinesa antes da Cúpula do Brics em julho. A ministra Simone Tebet e a ex-presidente Dilma Rousseff afirmaram que Xi demonstrou interesse no projeto, o que pode acelerar os trâmites burocráticos. O governo brasileiro acredita que a participação chinesa é crucial para a viabilidade da ferrovia, que deve atravessar a cordilheira dos Andes e conectar portos no Chile e no Peru. A expectativa é que o projeto seja mais rápido com o apoio da China, que possui os recursos necessários para realizá-lo.
ENVIADO ESPECIAL A PEQUIM – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a China, onde a ferrovia bioceânica foi um dos principais tópicos discutidos. O projeto visa conectar portos do Atlântico ao Pacífico e despertou o interesse do governo chinês.
Durante reuniões no Grande Salão do Povo, o presidente da China, Xi Jinping, destacou a ferrovia como uma alternativa à insegurança geopolítica do Canal do Panamá. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e a ex-presidente Dilma Rousseff relataram que Xi mencionou a necessidade de estudar a viabilidade do projeto, especialmente após a ameaça do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar o controle do canal.
O Brasil espera assinar um termo de cooperação com a estatal chinesa China State Railway Group antes da Cúpula do Brics, marcada para julho. Apesar de não haver um compromisso formal durante a visita, a expectativa é que a burocracia chinesa seja acelerada devido ao envolvimento direto de Xi.
Tebet acredita que o Brasil poderá assinar o termo de cooperação até a reunião dos Brics. Ela afirmou que, mesmo que os chineses considerem o projeto inviável, demonstraram interesse em realizar estudos técnicos. O governo brasileiro busca financiamento e expertise chinesa para o projeto, que deve atravessar a cordilheira dos Andes e conectar portos no Chile e no Peru.
A ex-presidente Dilma destacou que a participação da China é crucial, pois o país possui os recursos necessários para viabilizar a obra. Segundo Tebet, o projeto pode levar de três a cinco anos com a colaboração chinesa, em comparação a mais de vinte anos sem esse apoio. A expectativa é que os avanços nas negociações ocorram durante o encontro entre Lula e Xi no Rio de Janeiro.
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