O 11º Fórum Parlamentar do Brics acontece em Brasília e reúne representantes de 15 países, incluindo a Indonésia, que se tornou membro recentemente. O evento, que deve contar com cerca de 150 parlamentares, foca em temas como relações exteriores e a participação de mulheres na política. Além dos países membros, como Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, também estarão presentes nações parceiras como Belarus, Bolívia e Nigéria. O Brasil, que preside o bloco este ano, busca unir os países em torno de ações climáticas e aumentar a cooperação entre as economias do Sul Global. A cúpula, marcada para julho, é vista como uma oportunidade para o Brasil articular uma posição comum sobre questões climáticas antes da COP30, que ocorrerá em novembro. O país também pretende discutir o papel do Novo Banco de Desenvolvimento, que tem se mostrado importante para financiar projetos sustentáveis. Apesar das tensões comerciais globais, o Brasil tenta posicionar os Brics como uma plataforma de colaboração internacional, buscando um equilíbrio nas relações com os Estados Unidos e promovendo a agenda de desenvolvimento sustentável.
O Congresso Nacional recebe, nesta terça-feira, a 11ª edição do Fórum Parlamentar do Brics em Brasília. O evento contará com a presença de representantes de quinze países, incluindo a Indonésia, que se junta ao bloco. A expectativa é de que cerca de 150 parlamentares participem das discussões.
As primeiras atividades do fórum incluem o Encontro dos Presidentes das Comissões de Relações Exteriores e a Reunião de Mulheres Parlamentares do Brics. Além do Brasil, estão confirmadas as delegações da África do Sul, China, Etiópia, Emirados Árabes, Índia, Irã, Egito e Rússia. Também participarão países parceiros como Belarus, Bolívia, Cuba, Nigéria e Cazaquistão.
Objetivos do Fórum
O Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, atua como um fórum de articulação política e cooperação entre economias emergentes. O encontro visa fortalecer o diálogo político e construir uma agenda comum focada em desenvolvimento sustentável, justiça social e governança multilateral.
O Brasil, que atualmente preside o bloco, busca articular uma posição conjunta sobre ações climáticas em preparação para a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém do Pará. O país pretende estabelecer uma abordagem unificada para o financiamento das ações climáticas, com um objetivo de US$ 1,3 trilhão em investimentos.
Expansão e Desafios
A expansão do Brics, com a inclusão de novos membros, reflete o crescente poder geopolítico do grupo. A Indonésia se junta a outros países que recentemente se tornaram membros, como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes. Essa mudança representa mais da metade da população mundial e cerca de 30% do PIB global.
Entretanto, o encontro ocorre em um contexto de tensões comerciais globais, especialmente entre Estados Unidos e China. O Brasil enfrenta o desafio de equilibrar suas relações diplomáticas, evitando uma postura que possa ser interpretada como antiamericana. O governo brasileiro busca usar o Brics como uma plataforma de colaboração internacional, especialmente em um momento de incertezas econômicas.
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