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Suprema Corte dos EUA rejeita ação do México contra fabricantes de armas

Suprema Corte dos EUA rejeita ação do México contra fabricantes de armas, alegando falta de provas sobre vendas ilegais para cartéis.

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A Suprema Corte dos EUA rejeitou um processo do governo mexicano que pedia que fabricantes de armas americanos fossem responsabilizados pela violência dos cartéis na fronteira. O tribunal decidiu que não havia provas suficientes de que as empresas ajudaram na venda ilegal de armas. A juíza Elena Kagan explicou que a lei que protege os fabricantes de armas não permite esse tipo de ação, pois o México não conseguiu mostrar que as empresas participaram ativamente de vendas ilegais. O México havia processado empresas como a Smith & Wesson, pedindo 10 bilhões de dólares em danos, alegando que as armas fabricadas nos EUA eram usadas por cartéis para cometer crimes. A maioria das armas recuperadas em cenas de crime no México vem dos Estados Unidos, mas a Suprema Corte decidiu que o caso não poderia prosseguir.

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, na quinta-feira, uma ação judicial do governo mexicano contra fabricantes de armas americanos. O México alegava que essas empresas contribuíram para a violência dos cartéis na fronteira, buscando bilhões em danos. A decisão mantém a imunidade das empresas sob a Lei de Comércio Legal de Armas de 2005.

A juíza Elena Kagan, em uma opinião unânime, afirmou que a reclamação do México não demonstrou que os fabricantes ajudaram nas vendas ilegais de armas. Kagan destacou que a exceção à lei, que permite ações judiciais em casos de violação de leis estaduais ou federais, não se aplicava neste caso. “A reclamação do México não alega plausivelmente que os fabricantes ajudaram e incentivaram vendas ilegais”, disse Kagan.

O processo, iniciado em 2021, visava empresas como a Smith & Wesson e pedia US$ 10 bilhões em indenizações. O México argumentou que entre 70% e 90% das armas recuperadas em cenas de crime no país são fabricadas nos Estados Unidos. O governo mexicano também destacou que há apenas uma loja de armas no país, enquanto a nação enfrenta um grande fluxo de armamentos.

A ação judicial surgiu em um momento delicado nas relações entre os dois países, especialmente com a pressão do ex-presidente Donald Trump para que o México contenha a migração e o tráfico de drogas. Embora a Suprema Corte tenha rejeitado a ação, o caso gerou preocupações sobre as implicações de responsabilizar a indústria de armas por crimes cometidos com seus produtos.

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