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Guardas florestais ganham poder de vida e morte com nova lei de caça

**Aumento de mortes em Essuatíni gera clamor por reforma na legislação de caça e proteção dos direitos humanos.**

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Essuatíni está enfrentando um aumento preocupante de mortes de cidadãos, especialmente da etnia suázi, por guardas florestais que dizem estar combatendo a caça ilegal. O Ato da Regulamentação da Caça de 1991, que dá imunidade a esses guardas, tem sido criticado por ativistas que pedem mudanças para proteger os direitos humanos. Um caso recente envolveu a morte de Thokozani Kunene, de 25 anos, que foi morto enquanto coletava lenha, com a família negando que ele estivesse caçando. O governo estima que muitos supostos caçadores ilegais são mortos anualmente sem julgamento. A ministra do Turismo reconhece que a caça ilegal afeta tanto a conservação quanto a vida das comunidades. A situação se agrava com o partido de oposição pedindo que a população identifique guardas florestais como alvos, aumentando a tensão nas comunidades. As autoridades estão considerando mudanças na lei, enquanto o conflito entre conservação e direitos humanos continua a crescer.

Essuatíni enfrenta aumento de mortes de cidadãos por guardas florestais

Essuatíni, um pequeno país da África Austral, está lidando com um alarmante aumento de mortes de cidadãos, principalmente da etnia suázi, por guardas florestais. Esses agentes alegam que estão combatendo a caça ilegal em reservas ambientais. Recentemente, o Ato da Regulamentação da Caça de 1991 tem sido alvo de críticas de ativistas que pedem reformas para garantir direitos humanos e responsabilização dos guardas.

Na primavera passada, Thokozani Kunene, de 25 anos, foi morto por guardas florestais enquanto coletava lenha em uma reserva ambiental. A família contesta as acusações de que ele estava caçando. O Ministério do Turismo e do Meio Ambiente estima que dezenas de supostos caçadores ilegais são mortos anualmente, sem que as vítimas tenham a chance de se defender em um julgamento. O chefe Mvimbi Matse, de Mambane, relata que 17 pessoas de sua tribo foram mortas entre outubro de 2023 e outubro de 2024.

A lei e a impunidade

O Ato da Regulamentação da Caça, que concede imunidade civil e criminal aos guardas florestais, tem sido criticado por ativistas de direitos humanos. O ex-senador Ngomayayona Gamedze afirma que a lei cria um “duplo padrão cruel”, onde a vida dos animais é considerada mais valiosa que a dos suázi. Ativistas pedem mudanças para garantir que os esforços de conservação não sejam feitos à custa de vidas humanas.

A ministra do Turismo, Jane Mkhonta, reconhece que a caça ilegal prejudica tanto a conservação quanto os meios de subsistência das comunidades. Guardas florestais, como Motsa Mbuluzi, expressam a dificuldade de equilibrar a proteção da vida selvagem e a compaixão por seus semelhantes, que muitas vezes enfrentam dificuldades econômicas.

Conflito crescente nas comunidades

A situação se agrava com o partido de oposição Pudemo pedindo que a população elabore uma lista de guardas florestais considerados “alvos”. O governo condena esses apelos à violência, mas o conflito nas comunidades rurais aumenta. Em novembro, um guarda florestal aposentado foi atacado em retaliação pela morte de um suposto caçador ilegal.

As autoridades estão considerando a possibilidade de alterar o Ato da Caça de 1991, com uma votação pendente. O futuro da vida selvagem em Essuatíni, o papel dos guardas florestais e a segurança das comunidades estão em jogo, enquanto a tensão entre conservação e direitos humanos continua a crescer.

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