Dezenas de pessoas morreram na Faixa de Gaza após o Exército israelense abrir fogo contra civis que esperavam por ajuda humanitária no Corredor Netzarim. O ataque ocorreu durante a madrugada, quando muitos se dirigiam a um centro de distribuição de alimentos. A Defesa Civil de Gaza informou que 31 corpos foram levados e cerca de 200 pessoas ficaram feridas, enquanto outras fontes falam em 25 mortos. O Exército israelense disse que disparos de advertência foram feitos contra pessoas que se aproximaram das tropas, alegando que a área é uma zona de combate. Desde o início da distribuição de alimentos em maio, 163 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas. A ONU e ONGs criticam o bloqueio israelense à ajuda, destacando que 93% da população de Gaza enfrenta insegurança alimentar. Desde o início do conflito em outubro, cerca de 55 mil palestinos foram mortos ou estão desaparecidos, com o governo israelense afirmando ter eliminado cerca de 20 mil combatentes do Hamas. A situação humanitária em Gaza continua a se agravar, com meio milhão de pessoas enfrentando fome severa.
Fontes de saúde palestinas relataram que dezenas de pessoas morreram nesta quarta-feira, 11, após o Exército israelense abrir fogo contra civis que aguardavam ajuda humanitária na Faixa de Gaza. O incidente ocorreu no Corredor Netzarim, onde as vítimas tentavam acessar alimentos em meio a uma crise humanitária crescente.
O Exército israelense afirmou que investiga o caso, alegando que disparos de advertência foram feitos contra “suspeitos” que se aproximaram das tropas. O ataque aconteceu durante a madrugada, quando milhares de pessoas se dirigiam a um centro de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos EUA e Israel. A Defesa Civil de Gaza informou que 31 corpos foram transportados e cerca de 200 pessoas ficaram feridas. Já fontes médicas citadas pela Al-Jazeera indicaram que o número de mortos seria de 25.
Detalhes do Incidente
De acordo com Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, tanques israelenses dispararam repetidamente, intensificando o fogo por volta das 5h30. O Exército de Israel, por sua vez, defendeu sua ação, afirmando que os soldados reagiram a uma ameaça na área, que é considerada uma zona de combate ativa. O jornal israelense Haaretz destacou que os disparos foram uma resposta a pessoas que avançaram em direção às tropas.
Desde a abertura dos centros de distribuição da GHF, em 27 de maio, 163 pessoas foram mortas e mais de mil ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A ONU e várias ONGs internacionais criticam o bloqueio israelense à ajuda humanitária, afirmando que a situação é insustentável. A população da Faixa de Gaza, que contava com 2,3 milhões de habitantes, enfrenta um risco crítico de fome, com 93% vivendo níveis de insegurança alimentar aguda.
Contexto da Crise
Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, cerca de 55 mil palestinos foram mortos ou estão desaparecidos. O governo israelense afirma ter eliminado aproximadamente 20 mil combatentes do Hamas, responsabilizando o grupo por usar civis como escudos humanos. A situação em Gaza continua a se deteriorar, com meio milhão de palestinos enfrentando fome severa.
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