O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, nomeou três clérigos como possíveis sucessores, temendo um atentado, especialmente após a morte do presidente Ibrahim Raisi em um acidente de helicóptero. A guerra com Israel, que começou em 13 de outubro, piorou a situação militar do Irã, levando Khamenei a designar novos líderes militares em segredo. A pressão internacional aumenta, com o presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo a Khamenei que renuncie, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerando um ataque contra ele. A guerra já causou mais de 24 mortes e 592 feridos em ataques iranianos a Israel, enquanto os bombardeios israelenses resultaram em mais de 430 vítimas e 3,5 mil feridos. A população iraniana enfrenta dificuldades, e ativistas pedem o fim do conflito. O Irã, que nega desenvolver armas nucleares, está sob vigilância da Agência Internacional de Energia Atômica por não cumprir obrigações do Tratado de Não Proliferação.
Enfraquecido após a perda de vários auxiliares e temendo um possível atentado, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, nomeou três clérigos como candidatos à sua sucessão. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times neste sábado (21). Com 86 anos, Khamenei busca garantir uma transição rápida e ordenada do poder, caso venha a ser assassinado, já que o processo normal de escolha pela Assembleia dos Peritos poderia levar meses.
Desde o início da guerra com Israel, em 13 de outubro, a situação militar do Irã se deteriorou. Khamenei, que controla os principais poderes do país, também designou novos substitutos para o alto escalão militar, cujos nomes permanecem em segredo devido à rápida ação da inteligência israelense. O presidente iraniano Ibrahim Raisi, cotado para suceder Khamenei, morreu em um acidente de helicóptero em 2024, aumentando a incerteza sobre a sucessão.
Pressão Internacional
A guerra entre Israel e Irã já causou mais danos a Teerã do que o conflito com o Iraque entre 1980 e 1988. Khamenei tem se mantido em um bunker, comunicando-se apenas por mensageiros. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou Khamenei a abdicar do poder, afirmando que ele é um “alvo fácil”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também não descartou a possibilidade de um ataque contra Khamenei.
Diplomatas americanos e europeus estão avaliando as consequências de uma possível intervenção no Irã. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou reservas sobre a derrubada do regime pela força, citando os conflitos no Iraque e na Líbia como exemplos de instabilidade resultante de intervenções ocidentais. A rapidez com que Israel tem abatido líderes iranianos expõe a fragilidade do regime, ainda que este permaneça ideologicamente coeso.
Consequências Humanitárias
A guerra já resultou em 24 mortes e 592 feridos nos ataques iranianos a Israel, enquanto os bombardeios israelenses causaram mais de 430 vítimas e 3,5 mil feridos. A população iraniana, insatisfeita com o regime, enfrenta bombardeios sem abrigos adequados. Ativistas, como Narges Mohammadi e Shirin Ebadi, pedem o fim do conflito e a escolha do diálogo em vez da destruição.
Os ataques israelenses foram justificados pela intenção de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, uma alegação que Teerã nega. O país, signatário do Tratado Internacional de Não Proliferação, produz urânio enriquecido a 60%, acima do necessário para fins civis. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia censurado o Irã por descumprir obrigações do tratado, aumentando as tensões na região.
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