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Trump se declara ‘vitorioso’ com o término da guerra, afirma ex-diretor da OMC

Trump anuncia sucesso no ataque ao Irã, enquanto Azevêdo prevê reversão nas tarifas entre EUA e China devido a pressões econômicas.

Foto: Reprodução
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Donald Trump, ex-presidente dos EUA, afirmou que o ataque às instalações nucleares do Irã foi bem-sucedido e que a guerra entre Israel e Irã terminou. Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC, comentou que Trump quer mostrar uma imagem de sucesso com essa declaração. Azevêdo disse que, se Trump admitir que não alcançou seus objetivos, isso poderia indicar novos ataques, o que ele não quer transmitir. Além disso, Azevêdo falou sobre a guerra tarifária entre os EUA e a China, prevendo que os EUA terão que reverter as tarifas altas, pois essa estratégia não é sustentável. Ele mencionou que as empresas americanas vão pressionar o governo a mudar de ideia por causa dos problemas econômicos. A China, enfrentando dificuldades, acredita que os EUA também sentirão os efeitos. Azevêdo espera que as negociações sejam retomadas, mas com um acordo parcial, sem voltar aos níveis de tarifas anteriores.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o ataque às instalações nucleares do Irã foi um sucesso, afirmando que a guerra entre Israel e Irã chegou ao fim. Essa declaração foi analisada por Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC, em entrevista ao programa Poder e Mercado, do Canal UOL.

Azevêdo destacou que Trump busca transmitir uma imagem de êxito, afirmando que, após o ataque, o ex-presidente declarou que “tudo tinha sido aniquilado”. O diplomata brasileiro ressaltou que, se Trump admitir que os objetivos não foram alcançados, isso poderia sugerir a possibilidade de novos ataques, o que não é a mensagem que ele deseja passar. Azevêdo acredita que a narrativa de sucesso é uma estratégia política para encerrar o conflito.

Análise da Guerra Tarifária

Além do Irã, Azevêdo comentou sobre a guerra tarifária entre os EUA e a China. Ele previu que os Estados Unidos teriam que reverter as tarifas elevadas impostas à China, afirmando que essa estratégia era insustentável. O ex-diretor da OMC mencionou que as empresas americanas logo pressionariam o governo a reconsiderar as tarifas devido às consequências econômicas adversas.

O diplomata também observou que a China, ao enfrentar dificuldades internas, optou por uma postura de resistência, acreditando que a dor que sentiam seria igualmente sentida pelos EUA. Azevêdo previu que as negociações seriam retomadas, mas com um entendimento parcial, evitando o retorno aos níveis tarifários anteriores.

O programa Poder e Mercado é exibido às terças e quintas, às 20h, e busca conectar os temas do Congresso Nacional aos impactos no mercado financeiro e na vida cotidiana. Azevêdo, com sua experiência, oferece uma visão crítica sobre as dinâmicas políticas e econômicas atuais.

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