- A comunidade Baha’i enfrenta repressão crescente no Oriente Médio, especialmente no Irã, onde a fé é banida e seus seguidores são perseguidos.
- Recentemente, Remy Rowhani, líder da comunidade Baha’i no Catar, foi detido e enfrenta julgamento por “promover a ideologia de uma seita desviada”.
- Rowhani, de 71 anos, foi preso em 28 de abril e seu julgamento, iniciado em julho, foi suspenso até 6 de agosto.
- A detenção de Rowhani é parte de um padrão de discriminação, com mais de 100 Baha’is detidos no Iémen e a comunidade sem reconhecimento legal no Egito desde 1960.
- Organizações de direitos humanos criticam a situação, destacando a violação da liberdade religiosa e a necessidade de atenção internacional.
Repressão à Comunidade Baha’i no Oriente Médio
A comunidade Baha’i enfrenta crescente repressão em diversos países do Oriente Médio, especialmente no Irã, onde a fé é banida e seus seguidores são perseguidos. Recentemente, o líder da comunidade Baha’i no Catar, Remy Rowhani, foi detido e está sendo julgado por “promover a ideologia de uma seita desviada”. A detenção de Rowhani, que ocorre em um contexto de discriminação sistemática, foi criticada por grupos de direitos humanos.
A fé Baha’i, fundada no século XIX por Baha’u’llah, busca a unidade de todas as religiões e povos. No entanto, seus seguidores enfrentam severas restrições em países como Irã, Egito e Iémen. No Irã, a repressão é particularmente intensa, com relatos de execuções e desaparecimentos de Baha’is desde a Revolução Islâmica de 1979. A situação é agravada pela influência do governo iraniano em nações vizinhas, como o Iémen, onde os rebeldes Houthi, apoiados pelo Irã, também perseguem os Baha’is.
Detenção e Julgamento de Remy Rowhani
Remy Rowhani, de 71 anos, foi preso em 28 de abril e enfrenta até três anos de prisão. Seu julgamento, que começou em julho, foi suspenso até 6 de agosto. A filha de Rowhani, Noora, expressou preocupação com a falta de comunicação desde a prisão do pai, questionando a justificativa do Catar para tal repressão em um país que se apresenta como defensor dos direitos humanos.
A detenção de Rowhani não é um caso isolado. Desde 1960, o governo egípcio nega reconhecimento legal à comunidade Baha’i, resultando em restrições severas, como a proibição de matrículas escolares e a impossibilidade de obter certidões de nascimento. No Iémen, mais de 100 Baha’is foram detidos por forças Houthi, refletindo a hostilidade crescente contra a fé.
A Resposta Internacional
Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, denunciam a situação dos Baha’is como uma violação grave da liberdade religiosa. Michael Page, da Human Rights Watch, descreve o Irã como um “animus orientador contra os Baha’is”, considerando-os uma ameaça ao regime. Apesar da repressão em alguns países, há exemplos de acolhimento, como em Bahrain, Emirados Árabes Unidos e Tunísia, onde a comunidade Baha’i é mais aceita.
A luta pela liberdade religiosa e pelos direitos dos Baha’is continua, com apelos por maior proteção e reconhecimento em nível internacional. A situação de Remy Rowhani e de outros Baha’is na região permanece crítica, destacando a necessidade urgente de atenção global a essa questão.
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