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Venezuela inaugura primeira fábrica de munições de Kaláshnikov na América após 20 anos

Venezuela inaugura fábrica de Kaláshnikov, aumentando a produção nacional de munições e reforçando a cooperação militar com a Rússia.

Nicolás Maduro e Vladímir Putin, durante um encontro em maio. (Foto: Alexander Zemlianichenko/AP)
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  • O governo da Venezuela inaugurou a primeira fábrica de Kaláshnikov na América, localizada em Maracay, a cerca de uma hora de Caracas.
  • A instalação já está em operação e possui quatro linhas de produção para fabricar munições para os fuzis AK 103.
  • A nova fábrica, construída pela Rosoboronexport, terá capacidade para produzir até 70 milhões de cartuchos anualmente.
  • A inauguração da fábrica é um marco na cooperação militar entre Venezuela e Rússia, que se intensificou desde 2006 com a aquisição de armamentos russos.
  • O complexo industrial faz parte da empresa estatal de defesa Cavim e inclui estruturas auxiliares, com expectativa de novas instalações em breve.

O governo da Venezuela inaugurou a primeira fábrica de Kaláshnikov na América, localizada em Maracay, a cerca de uma hora de Caracas. A instalação, que já está em operação, possui quatro linhas de produção voltadas para a fabricação de munições para os fuzis AK 103. Este projeto, idealizado por Hugo Chávez, se concretiza quase 20 anos depois, em um contexto de estreitamento das relações militares entre Venezuela e Rússia.

A nova fábrica, construída pela Rosoboronexport, agência estatal russa, terá capacidade para produzir até 70 milhões de cartuchos anualmente. O objetivo é aumentar o potencial de defesa da Venezuela, fornecendo munição de produção nacional para as Forças Armadas. As linhas de produção incluem a fabricação de balas com núcleo de aço e cartuchos de fogueo, além de balas traçadoras.

Relações Militares em Expansão

Desde 2006, a Venezuela tem adquirido armamentos russos, como caças Sukhoi e helicópteros, em meio a sanções internacionais. A inauguração da fábrica representa um marco na cooperação militar entre os dois países, especialmente em um cenário de tensões globais, como a guerra da Rússia contra a Ucrânia. O diretor executivo da Rostec, Sergei Chemezov, que já foi sancionado pelos EUA, destacou que a construção da planta enfrentou desafios devido a essas sanções.

Recentemente, os ministros de Defesa e de Indústria da Venezuela, Vladimir Padrino e Alex Saab, inspecionaram as obras finais da fábrica. Durante a visita, foram realizados testes para garantir a qualidade dos produtos fabricados. A inauguração da fábrica também se alinha a um novo acordo de cooperação estratégica assinado entre Vladimir Putin e Nicolás Maduro em Moscou, que abrange diversas áreas, incluindo segurança e defesa.

Futuro da Indústria de Defesa

O complexo industrial, que faz parte da empresa estatal de defesa Cavim, inclui estruturas auxiliares como campos de tiro e armazéns. A expectativa é que novas instalações de produção sejam inauguradas em breve, garantindo um ciclo completo de fabricação de munições e fuzis de assalto para o exército e forças de segurança venezuelanas. O avanço na cooperação tecnológica entre Venezuela e Rússia é considerado um passo importante para ambos os países, especialmente em um momento de crescente isolamento internacional.

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