- A cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, resultou na adesão de novos países, elevando o total para 21 integrantes.
- A participação do Brics no PIB mundial alcança 40%, superando os 30% do G7, que reúne as principais economias ocidentais.
- O primeiro-ministro da China, Li Qiang, representa o país na cúpula, que discute a criação de um Fundo de Garantia Multilateral e o fortalecimento do comércio entre os membros.
- A proposta de uma moeda comum como alternativa ao dólar foi retirada da pauta devido a ameaças de tarifas elevadas dos Estados Unidos.
- O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, afirmou que a expansão do Brics fortalece a diplomacia e o multilateralismo, apesar da diversidade entre os novos membros.
A cúpula do Brics, que acontece no Rio de Janeiro, marca um momento significativo para o bloco, que agora conta com 21 integrantes após a recente adesão de países como Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Com essa expansão, a participação do Brics no PIB mundial chega a 40%, superando os 30% do G7, que reúne as democracias ocidentais mais ricas.
A ausência do presidente chinês, Xi Jinping, não diminui a importância do Brics como plataforma para a China, que continua a usar o bloco para aumentar sua influência global. O primeiro-ministro Li Qiang representa o país na cúpula, onde se discute o lançamento de um Fundo de Garantia Multilateral e o fortalecimento do comércio entre os membros, além de transações financeiras em moedas nacionais.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira destacou que a expansão do Brics fortalece a plataforma para enfrentar desafios globais, como a defesa da diplomacia e do multilateralismo. No entanto, a proposta de uma moeda comum como alternativa ao dólar foi retirada da pauta, especialmente após ameaças de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos.
A heterogeneidade dos novos membros levanta questões sobre a capacidade do Brics de articular consensos em temas essenciais, como clima e segurança. Apesar disso, Vieira acredita que o bloco continuará a se manifestar de forma unificada, embora a voz predominante possa ser a da China. O Brics, assim, se posiciona como um instrumento de contenção ao poderio americano, refletindo um antiamericanismo que permeia as relações entre seus integrantes.
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