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Cuba enfrenta dificuldades e presidente solicita apoio da população nas redes sociais

Cuba enfrenta crise econômica severa e presidente pede apoio para contrabalançar influência cultural dos EUA nas redes sociais.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em encontro com brasileiros (Foto: Reprodução/Instagram @diazcanelb)
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  • O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país enfrenta uma crise econômica severa, agravada pelo embargo dos Estados Unidos e pela restrição das remessas desde dois mil e dezenove.
  • Durante um encontro com políticos e intelectuais, ele descreveu a situação como “particularmente complicada” e criticou a administração de Joe Biden por não promover uma reaproximação.
  • Díaz-Canel destacou que a crise resultou em apagões de energia e pressão máxima sobre a ilha.
  • Ele pediu apoio aos brasileiros para uma “batalha cultural” nas redes sociais, que considera essenciais para a defesa do regime cubano.
  • A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, defendeu o regime, afirmando que o imperialismo tenta “matar” Cuba por inanição.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou neste domingo (6) que a ilha enfrenta uma crise econômica severa, agravada pelo embargo dos Estados Unidos e pela restrição das remessas desde 2019. Em um encontro com políticos e intelectuais, ele descreveu a situação como “particularmente complicada”.

Díaz-Canel atribuiu a crise aos efeitos do embargo, que, segundo ele, tem levado a apagões de energia e à pressão máxima sobre o país. O presidente criticou a administração de Joe Biden, afirmando que muitos esperavam uma reaproximação similar à política de Barack Obama, mas que isso não ocorreu. Ele enfatizou que a situação se deteriorou desde a limitação das remessas durante o governo Trump.

Batalha Cultural nas Redes Sociais

O líder cubano também se referiu às redes sociais como “plataformas de colonização cultural” que servem aos interesses dos EUA. Ele pediu apoio aos brasileiros para uma “batalha cultural” nas redes, afirmando que essas plataformas são essenciais para a defesa do regime cubano. Díaz-Canel destacou que as redes sociais contribuíram para os protestos de 2021 e que há uma discrepância entre a “Cuba virtual” e a “Cuba real”.

Ele questionou a cobertura midiática sobre os protestos, sugerindo que a repressão a manifestações em universidades dos EUA não recebe a mesma atenção. O presidente cubano participa da cúpula do Brics como país parceiro e deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (7).

Apoio ao Regime

Durante o encontro, a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, defendeu o regime cubano, afirmando que “o imperialismo não se conforma com Cuba, por isso tenta matá-la por inanição”. A situação econômica e política de Cuba continua a ser um tema de debate intenso, tanto dentro quanto fora da ilha.

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