- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não compareceu à cúpula dos Brics no Rio de Janeiro, em julho de 2025, devido a “dificuldades” relacionadas ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI).
- O TPI acusa Putin de deportação ilegal de crianças ucranianas, e o Brasil, como membro do tribunal, tem a obrigação de cumprir o mandado.
- Em um vídeo, Putin elogiou o bloco Brics e criticou a ordem unipolar dominada pelos Estados Unidos, destacando a transição para um mundo multipolar.
- A declaração final da cúpula condenou ações de Israel e reafirmou a posição da Rússia na guerra da Ucrânia, promovendo o multilateralismo e a reforma das instituições globais.
- Os líderes discutiram temas como economia, saúde, conflitos geopolíticos e o uso ético da inteligência artificial, com foco em soluções para mudanças climáticas e questões sociais.
Alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 2023, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não compareceu à cúpula dos Brics, realizada no Rio de Janeiro. A ausência foi atribuída a “dificuldades” relacionadas ao TPI, onde Putin é acusado de deportação ilegal de crianças ucranianas. O Brasil, como membro do TPI, teria a obrigação de cumprir o mandado.
O Kremlin já havia anunciado que Putin não participaria do evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o líder russo para a cúpula, que ocorre neste final de semana. A Rússia é um dos membros fundadores do Brics, que inclui Brasil, Índia, China e África do Sul, além de outros países como Egito e Arábia Saudita.
Mensagem de Putin
Em um vídeo enviado à cúpula, Putin elogiou o bloco, destacando seu papel como uma organização influente no cenário internacional. Ele afirmou que a ordem unipolar dominada pelos EUA está se tornando obsoleta, dando lugar a um mundo multipolar. O presidente russo também agradeceu a Lula pelo “trabalho ativo” no Brics.
A declaração final da cúpula condenou as ações de Israel e preservou a Rússia em relação à guerra na Ucrânia. O documento, que busca demonstrar coesão entre os líderes, reafirma o apoio ao multilateralismo e à reforma das instituições globais, como o Conselho de Segurança da ONU.
Temas em Debate
Durante a cúpula, os líderes discutiram questões que vão desde economia até saúde e conflitos geopolíticos. A declaração final criticou ações militares de Kiev contra civis e infraestruturas na Rússia, enquanto também abordou a instabilidade no Oriente Médio. O Brasil defende uma nova liderança climática e soluções para doenças socialmente determinadas, com foco na pobreza e na fome.
O encontro também deve abordar o uso ético da inteligência artificial, com a China se destacando nesse campo. A cúpula do Brics se posiciona como um espaço para construir soluções globais, especialmente em relação às mudanças climáticas, antecipando debates que ocorrerão na COP30, marcada para novembro no Pará.
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