- A cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro no dia seis de julho, revelou tensões internas no grupo.
- O Irã reafirmou sua oposição a Israel e apoio à Palestina, divergindo do consenso do bloco.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apresentou uma nota de voto em separado, indicando desentendimentos diplomáticos.
- Os líderes do Brics condenaram ataques contra o Irã e a Rússia, mencionando pela primeira vez ataques específicos em território russo desde a invasão da Ucrânia.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), alinhando-se a argumentos do Irã.
A cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro no último domingo, 6, evidenciou tensões internas no grupo. O Irã, um dos membros, reafirmou sua oposição a Israel e seu apoio à Palestina, divergindo do consenso do bloco. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apresentou uma nota de voto em separado, sinalizando um desentendimento que pode ser visto como um fracasso diplomático para o Brasil.
Na declaração oficial, os líderes do Brics condenaram ataques contra o Irã e a Rússia, marcando a primeira vez que o grupo menciona ataques específicos em território russo desde a invasão da Ucrânia, em 2022. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou da cúpula por videoconferência, mas sua fala não foi transmitida ao vivo pelo governo brasileiro, o que gerou especulações sobre a relação entre os países.
Críticas à Otan e AIEA
Durante a abertura da cúpula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Lula acusou a Otan de “instrumentalização” e se opôs ao aumento de investimentos em defesa para 5% do PIB, uma decisão que foi impulsionada por pressões do ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
Além disso, Lula se referiu aos bombardeios de Israel e dos EUA contra o Irã, alinhando-se a argumentos de Teerã sobre a AIEA estar a serviço do Ocidente. O Irã, por sua vez, suspendeu temporariamente a colaboração com a agência, intensificando as tensões no cenário internacional.
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