- Tanques israelenses avançaram em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, em 21 de outubro de 2023, marcando a primeira incursão com blindados na cidade desde o início do conflito.
- As forças de Israel acreditam que reféns ainda estejam sob custódia do Hamas na região.
- Médicos relataram a morte de pelo menos três palestinos e vários feridos em bombardeios que atingiram casas e mesquitas.
- A ofensiva forçou famílias a deixarem suas casas, buscando abrigo em áreas costeiras e em Khan Younis, onde um ataque aéreo resultou na morte de pelo menos cinco pessoas.
- Fontes indicam que a hesitação do Exército em entrar na cidade se deve à suspeita de que o Hamas mantenha reféns na área.
Tanques israelenses avançaram em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, nesta segunda-feira, 21, marcando a primeira incursão com blindados na cidade desde o início do conflito. As forças de Israel acreditam que alguns reféns ainda estejam sob custódia do Hamas na região, conforme informações da Reuters.
A cidade é vista como um importante bastião do Hamas, com a maioria das cadeiras da Câmara Municipal ocupadas por candidatos do grupo desde as eleições de 2005. Médicos locais relataram que pelo menos três palestinos foram mortos e vários feridos em bombardeios que atingiram casas e mesquitas. Os ataques ocorreram após ordens do Exército israelense para que a população evacuasse a área, preparando-se para confrontos diretos com militantes.
Situação Humanitária
A ofensiva forçou dezenas de famílias a deixarem suas casas, buscando abrigo em áreas costeiras e na cidade vizinha de Khan Younis. Um ataque aéreo em Khan Younis resultou na morte de pelo menos cinco pessoas, incluindo um homem, sua esposa e dois filhos, que estavam em uma tenda. O Exército de Israel não comentou sobre os incidentes em Deir al-Balah e Khan Younis, mas reiterou que suas operações visam destruir a infraestrutura do Hamas.
Fontes anônimas indicaram que a hesitação do Exército em entrar na cidade se deve à suspeita de que o Hamas mantenha reféns na área. Estima-se que pelo menos vinte dos cinquenta reféns sequestrados em outubro ainda estejam vivos. As famílias dos cativos expressaram preocupação e exigem esclarecimentos sobre as medidas de proteção durante as operações militares.
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