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Barragem chinesa de US$ 167 bi gera preocupações ambientais e tensão com a Índia

Barragem no Tibete gera tensões entre China e Índia, que teme impactos no abastecimento hídrico e no meio ambiente da região.

Rio Yarlong Tsangpo, região da mega usina que a China já está construindo (Foto: Adrienne Mong/NBC NewsWire / Getty Images)
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  • A China começou a construir a maior barragem hidrelétrica do mundo no Tibete, com custo estimado em US$ 167 bilhões.
  • O projeto, lançado pelo premiê chinês, Li Qiang, em 19 de julho, pode levar até dez anos para ser concluído.
  • A nova barragem terá capacidade de geração de 70 gigawatts de energia limpa.
  • Ambientalistas expressam preocupações sobre danos ao desfiladeiro Yarlung Tsangpo, que abriga rica biodiversidade e pode deslocar comunidades locais.
  • A Índia, que depende das águas do rio Yarlung Tsangpo, teme que a China restrinja o fluxo de água como forma de pressão política, reavivando tensões entre os dois países.

A China deu início à construção da maior barragem hidrelétrica do mundo no Tibete, um projeto que custará cerca de US$ 167 bilhões e pode levar até uma década para ser concluído. O premiê chinês, Li Qiang, lançou a obra em 19 de julho. A nova barragem, que superará a Barragem das Três Gargantas, visa aumentar a capacidade de geração de energia limpa da China, com uma expectativa de produção de 70 gigawatts.

Entretanto, o projeto gera preocupações ambientais significativas. Ambientalistas alertam que a construção pode causar danos irreversíveis ao desfiladeiro Yarlung Tsangpo, uma área rica em biodiversidade e que abriga uma reserva natural. A Campanha Internacional pelo Tibete destaca que barragens na região frequentemente resultam em deslocamento de comunidades locais e interrupção de seus meios de subsistência.

A situação é ainda mais delicada para a Índia, que depende das águas do rio Yarlung Tsangpo, que flui para o estado de Arunachal Pradesh e deságua no Brahmaputra, essencial para milhões de indianos. O membro do partido Bharatiya Janata, Tapir Gao, classificou a barragem como uma “monstruosidade”, alertando que isso pode representar um desastre para o nordeste da Índia e para Bangladesh.

Recentemente, as relações entre Índia e China mostraram sinais de estabilização após um conflito de fronteira em 2020. Os países retomaram voos diretos e facilitaram a emissão de vistos. Contudo, o avanço da barragem reacende as tensões, com autoridades indianas temendo que a China possa restringir o fluxo de água como uma forma de pressão política.

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