- A Marinha israelense interceptou o navio Handala em águas internacionais, enquanto tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza.
- A abordagem ocorreu a cerca de 40 milhas náuticas da costa, levando a bordo ativistas e suprimentos humanitários.
- Os tripulantes relataram perda de comunicação e presença de drones antes da interceptação, que aconteceu por volta das 11h43, horário da Palestina.
- O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou que o barco estava tentando entrar ilegalmente na zona marítima de Gaza e que todos os passageiros estavam seguros.
- O Handala, que partiu da Itália em julho, transportava ajuda humanitária e uma mensagem de solidariedade global.
A Marinha israelense interceptou o navio Handala em águas internacionais, enquanto tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza. A ação ocorreu a cerca de 40 milhas náuticas da costa, levando a bordo ativistas e suprimentos humanitários. A Coalizão da Flotilha da Liberdade, que organizou a viagem, denunciou a abordagem como uma violação do direito marítimo internacional.
Os tripulantes do Handala relataram que perderam comunicação com o navio após a abordagem, que ocorreu por volta das 11h43, horário da Palestina. Imagens mostraram o momento em que soldados israelenses entraram na embarcação, enquanto os passageiros, incluindo advogados, médicos e duas deputadas do Parlamento Europeu, foram detidos. A deputada Emma Fourreau publicou uma mensagem de alerta antes da interceptação, pedindo que parassem o genocídio.
O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou que o barco estava tentando entrar ilegalmente na zona marítima de Gaza e que todos os passageiros estavam seguros. A interceptação é a segunda ação desse tipo em um curto espaço de tempo, após o navio Madleen ter sido abordado anteriormente. O Handala partiu da Itália em julho e enfrentou tentativas de sabotagem antes de sua partida.
Contexto do Bloqueio
O bloqueio naval a Gaza, em vigor desde 2007, foi intensificado após o início da guerra em outubro de 2023. Um porta-voz militar israelense reiterou que todas as atividades no Mar Mediterrâneo em torno do enclave estão restritas. A expectativa é que o Handala seja levado ao porto de Ashdod, onde seus tripulantes devem ser deportados.
Os organizadores da viagem destacaram que o Handala transportava ajuda humanitária vital e uma mensagem de solidariedade global. Adam Shapiro, marido de uma das ativistas a bordo, afirmou que os tripulantes estavam determinados a usar a indignação pública para pressionar os governos a agir em favor da população de Gaza.
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